Absurdo criticar o consumo, luxo de crianças mimadas. Ele tem isto de atraente porquanto proporciona um ideal simples, inesgotável, acessível a todos desde que se tenha saldo. Não exige outra formalidade que não seja ter desejo e pagar. Nele somos empanturrados, saturados como um bebé alimentado à colher. Seja o que for que se pense, é muito divertido, pois que, como na moda, adopta-se apaixonadamente o que nos é proposto como se tivesse sido escolha nossa.
Da mesma forma, a obsessão com a saúde tende para uma medicalização de cada instante da vida. A mesa deixou de ser o altar das suculências, um local de partilhas e de trocas, para passar a ser um balcão de farmácia onde se pesam minuciosamente gorduras e calorias, onde se mastigam conscientemente alimentos que não são mais que medicamentos. O paradoxo é que o país onde triunfa esta ideia fixa higiénica, os Estados Unidos, seja também o país da “ má comida” e da obesidade galopante.Daí essa comparação frequente das nossas salas de musculação e dos seus aparelhos com os instrumentos de tortura da Idade Média: excepto que aqui somos todos supliciados voluntários.
2006-12-31
2006-12-30
O gene da felicidade?

Um gene da felicidade?Nos anos 70 um grupo de investigadores de neurofarmacologia, ao inquirirem sobre os diversos efeitos da cocaína e dos opiáceos, tentou identificar as substâncias cuja presença variável no cérebro determina em cada indivíduo o dom do bom humor e da volúpia. Invocando uma " capacidade hedónica", descreveram a depressão, a frigidez, a tensão como estados neurológicos determinados. A investigação sobre estas questões não mais parou desde então. Que em cada um de nós reside una desigual aptidão genética para o prazer, stress, dor, envelhecimento, ninguém o negará. Mas tratar-se-á de um factor decisivo? Se efectivamente existisse o gene da felicidade, como os, igualmente fictícios, do crime, fanatismo, homossexualidade, que alívio. A vida ao deixar de ser uma história caótica que nós escrevemos de acordo com as circunstâncias teria então a linearidade de um programa: já não escrito como outrora no grande livro divino mas na arborescência do ADN. Seríamos calibrados para um certo grau de satisfação, marcados pela nossa carga cromossómica independentemente do que fizessemos ou quizessemos. Haveria por um lado, os ansiosos dedicados mais que nunca´`a adrenalina e à serotonina, do outro, os beatos de cérebro inundade permanentemente pela dopamina. Acabas as preocupações devidas, aos acsos: genéticamente predispostos, logo predestinados.A uma felicidade sem história, não será preferível uma história sem felicidade mas cheia de sobressaltos? Nada de pior no caso que essas pessoas eternamente alegres, em todas as circunstâncias, que colaram uma máscara radiosa na face como se resgatassem definitivamente a alegria a uma condenação.Direi então que se tiveres o "teu coração bem na mâo" o destino não existirá.Somos seres dualistas logo não existe um só estado mas sim pelo menos dois.
2006-12-28
A RELAÇÃO SAGRADA
A RELAÇÃO SAGRADA
A mão move-se
E o rodopio do fogo
Assume formas diferentes.
Todas as coisas mudam quando nós mudamos-
Da palavra inicial
“ – AH – “
desabrocham todas as outras.
Todas são verdadeiras.
Kokai, mestre zen (sec.V)
Sabendo que nos encontramos rodeados por padrões energéticos de vários tipos, é boa ideia termos consciência da forma como eles podem afectar-nos. Do mesmo modo que a nossa saúde está relacionada com a qualidade do ar que respiramos, também se encontra relacionada com a qualidade do CHI (energia subtil etérica).
Um conceito ainda hoje mantido pelas culturas mais antigas e menos concentradas na materialidade e por alguns povos indígenas de todo o mundo,
é o do espírito do lugar. Os romanos chamavam-lhe “ Genius Loci” e geralmente personalizavam-no e concebiam-no em termos antrópomórficos, à semelhança do que faziam com o seu panteão de divindades, que habitavam tanto o céu como a terra.
Quando procuramos as diferenças fulcrais entre as atitudes dos povos indígenas e as atitudes das nossas nações industrializadas, um dos factores centrais é a consciência e a reverência para com o espírito do próprio lugar.
Todos os dias estamos em contacto constante e íntimo com a terra, trocando com ela não só ar, água, e alimentos, mas também energia etérica, emocional e mental. Podemos ter-nos esquecido, mas trata-se de facto, de um relacionamento entre espíritos.
A anatomia do corpo subtil da terra é um assunto fascinante e uma área que ciência e espiritualidade, folclore e lenda se encontram.
O historiador Plutarco (c. 45-125 D.C.) disse: os seres humanos são afectados por correntes de potência variável que emanam da terra. Algumas delas pões as pessoas loucas ou provocam doenças e morte; o efeito de outras é bom calmante e benéfico.
Os bairros chamados dormitórios na s periferias das grandes cidades são um exemplo claro e evidente do espírito do lugar. Construções verticais onde se aglomeram ( por pisos) pessoas dão-nos muitos exemplos para análise.
Nos tempos modernos, cada vez receamos mais pela segurança e bem-estar do nosso espírito aqui na terra e aprendemos a relacionar-nos com o espírito da terra com ansiedade e desconfiança.
Longe de ser nosso inimigo hostil, temos uma relação sagrada com o espírito da paisagem, que nos tem nutrido e guarda dentro de si um lugar para nós. Podemos recuperar essa relação sagrada, mudando simplesmente, a nossa atitude, para uma atitude de amor, respeito e compromisso.
A ideia que vem desde os primórdios, de construir templos tem a haver com a concentração de energia para criar centros de poder.
A existência dum grande templo budista, centro cultural de belém ou um qualquer grande estádio de desporto mostram-nos esta ideia; a combinação de arquitecturas muito elaboradas e enormes, preenchidos com seres humanos executando rituais provocam e gerem energias próprias.
Ao nível mais básico da sobrevivência, tomámos consciência de que estamos a construir o nosso ninho. Grande parte do pensamento do movimento ambiental, no entanto, advém da mesma consciência material que criou os problemas actuais e até mesmo as áreas em estado selvagem são encaradas em termos de recursos recreativos ou estéticos, com a possibilidade de conterem espécies vegetais que podem ser explorados para fármacos ou cosméticos de uso humano.
Chegou o momento de olharmos para fora de nós próprios e reatarmos a relação sagrada com todos os outros membros da família universal.
A mão move-se
E o rodopio do fogo
Assume formas diferentes.
Todas as coisas mudam quando nós mudamos-
Da palavra inicial
“ – AH – “
desabrocham todas as outras.
Todas são verdadeiras.
Kokai, mestre zen (sec.V)
Sabendo que nos encontramos rodeados por padrões energéticos de vários tipos, é boa ideia termos consciência da forma como eles podem afectar-nos. Do mesmo modo que a nossa saúde está relacionada com a qualidade do ar que respiramos, também se encontra relacionada com a qualidade do CHI (energia subtil etérica).
Um conceito ainda hoje mantido pelas culturas mais antigas e menos concentradas na materialidade e por alguns povos indígenas de todo o mundo,
é o do espírito do lugar. Os romanos chamavam-lhe “ Genius Loci” e geralmente personalizavam-no e concebiam-no em termos antrópomórficos, à semelhança do que faziam com o seu panteão de divindades, que habitavam tanto o céu como a terra.
Quando procuramos as diferenças fulcrais entre as atitudes dos povos indígenas e as atitudes das nossas nações industrializadas, um dos factores centrais é a consciência e a reverência para com o espírito do próprio lugar.
Todos os dias estamos em contacto constante e íntimo com a terra, trocando com ela não só ar, água, e alimentos, mas também energia etérica, emocional e mental. Podemos ter-nos esquecido, mas trata-se de facto, de um relacionamento entre espíritos.
A anatomia do corpo subtil da terra é um assunto fascinante e uma área que ciência e espiritualidade, folclore e lenda se encontram.
O historiador Plutarco (c. 45-125 D.C.) disse: os seres humanos são afectados por correntes de potência variável que emanam da terra. Algumas delas pões as pessoas loucas ou provocam doenças e morte; o efeito de outras é bom calmante e benéfico.
Os bairros chamados dormitórios na s periferias das grandes cidades são um exemplo claro e evidente do espírito do lugar. Construções verticais onde se aglomeram ( por pisos) pessoas dão-nos muitos exemplos para análise.
Nos tempos modernos, cada vez receamos mais pela segurança e bem-estar do nosso espírito aqui na terra e aprendemos a relacionar-nos com o espírito da terra com ansiedade e desconfiança.
Longe de ser nosso inimigo hostil, temos uma relação sagrada com o espírito da paisagem, que nos tem nutrido e guarda dentro de si um lugar para nós. Podemos recuperar essa relação sagrada, mudando simplesmente, a nossa atitude, para uma atitude de amor, respeito e compromisso.
A ideia que vem desde os primórdios, de construir templos tem a haver com a concentração de energia para criar centros de poder.
A existência dum grande templo budista, centro cultural de belém ou um qualquer grande estádio de desporto mostram-nos esta ideia; a combinação de arquitecturas muito elaboradas e enormes, preenchidos com seres humanos executando rituais provocam e gerem energias próprias.
Ao nível mais básico da sobrevivência, tomámos consciência de que estamos a construir o nosso ninho. Grande parte do pensamento do movimento ambiental, no entanto, advém da mesma consciência material que criou os problemas actuais e até mesmo as áreas em estado selvagem são encaradas em termos de recursos recreativos ou estéticos, com a possibilidade de conterem espécies vegetais que podem ser explorados para fármacos ou cosméticos de uso humano.
Chegou o momento de olharmos para fora de nós próprios e reatarmos a relação sagrada com todos os outros membros da família universal.
2006-12-26
MAL / NATAL

Eis então os meus votos de Natal... Que foi ontem, e por ser passado, já não tem importância.
Sobre toda a reunião de humanos que bebem dançam
e petiscam(festas religiosas ou pagâs) paira a ameaça
do fracasso, do entediante como se os Deuses tivessem
abandonado a cena.
Desejei ontem para vocês, o contrário da compra da felicidade; não se compra o
Ser, o ter esse sim é vendável. Assim desejei que todos fossem infelizes, tristes,
frustrados, depressivos, querendo o mal uns dos outros, renegassem o Deus ,
o pai, a educação, mas só naquelas 24 horas (Mal/Natal) . Desejei que se
institucionalizasse o “tem que ser” desse dia, doravante, e até vermos os seus resultados.
Um embuste da espontaneidade, onde o rir e a alegria são
sempre um pouco forçados. O fervor não se encomenda
e por vezes faz-nos a má surpresa de se furtar aos
encontros que lhe marcamos.
Desejei que, no dia a seguir, encontraria as pessoas mais afectuosas, alegres
vibrantes, de bem consigo próprias.
Desejei que, os dias fossem assim até ao próximo dia do Mal/Natal e como o
“tem que ser” tem muita força passaríamos a ter exactamente o contrário; o
resto do ano , muito amor, aceitação, tolerância, autenticidade, simpatia;
Assim institucionalizado, até vermos os seus resultados.
Quando todos os ingredientes necessários como a compra,
consumismo, música, drogas, sexo não conseguem
realizar o precipitado mágico, então a graça ocasional
da festa resulta em melancolia.
Desejei, experimentar uma só vez... ao menos, só para ver.
Desejei.
2006-12-23
A FELICIDADE DE ONTEM E DE AMANHÂ

Oh felicidade, pus-te onde pertences,
não à frente, mas atrás de mim,
assim não te procuro, sou procurado.
Kimangola
A proclamada e prometida sociedade da felicidade, tornou-se a pouco e pouco uma sociedade dominada pela angústia, o aumento de ingestão de químicos para tratamento dessas angústias, é assustador. Atrás da máscara do riso, sente-se o odor irrespirável do descalabro; o tédio já espreita ali tão perto.A felicidade é de ontem ou de amanhã, mas nunca de hoje. Tanto o que temos aguentado só para não sermos felizes.Vivemos empre de ilusões: o revolucionário dum só golpe pretende acabar com a infelicidade; pouco a pouco, acabar com a infelicidade, é a missão dos reformadores. Ontem , o sofrimento, era gerador de redenção. Agora será gerador da reparação.Desconfio que se o paraíso descesse à terra nos provocaria uma eternidade de aborrecimento até porque o mundo de hoje está cheio de ideias cristãs tornadas tolas.
"O culto da dor e do sacrifício não eleva o ser humano, antes o lança no endurecimento, na amargura".
Nietzsch
Kimangola
2006-12-22
APRENDER A PENSAR

ESTAVA PERMANENTEMENTE OCUPADA EM QUERER E
NÃO QUERER SER QUE EU ERA, NÃO ME DECIDIA POR
QUAL DE MIM, TODA EU É QUE NÃO PODIA; TER
NASCIDO ERA CHEIO DE ERROS A CORRIGIR.
Clarisse Lispector
Lorely é aquela que canta para seduzir e , desta forma, desloca o outro dos seus referenciais. A sedução tem um peso maior, dado que Ulisses simboliza a astúcia, no sentido grego do termo. Tão astuto, mas, ao pensar que canta filosoficamente, ele é cantado.
Na Odisséia de Homero, Ulisses, voltando de Tróia para casa, ao encontro de Penélope, não se deixa seduzir pelo canto das sereias, não se deixando envolver pelas artimanhas que se lhe apresentam. Mas pelo corpo-escrita clariciano, na pele de Lóri, o Ulisses clariciano, ao contrário do Ulisses grego, sucumbe. Seria essa mais uma metamorfose em Clarice Lispector, ou seja do Ulisses de Homero, das grandes narrativas, do herói exemplar, no Ulisses pós-moderno, rastreado pela obliquidade da escrita. De um herói, sujeito metódico, a um detalhe metafórico.
(Transcrito do livro A Linguagem do Silêncio)
A revelação reside no silêncio, não nas palavras. O “não dito” é uma imensidão. È a dúvida que possibilita o saber, não a certeza. O “dito” e o “tem que ser” são afinal uma grande prisão.
NÃO QUERER SER QUE EU ERA, NÃO ME DECIDIA POR
QUAL DE MIM, TODA EU É QUE NÃO PODIA; TER
NASCIDO ERA CHEIO DE ERROS A CORRIGIR.
Clarisse Lispector
Lorely é aquela que canta para seduzir e , desta forma, desloca o outro dos seus referenciais. A sedução tem um peso maior, dado que Ulisses simboliza a astúcia, no sentido grego do termo. Tão astuto, mas, ao pensar que canta filosoficamente, ele é cantado.
Na Odisséia de Homero, Ulisses, voltando de Tróia para casa, ao encontro de Penélope, não se deixa seduzir pelo canto das sereias, não se deixando envolver pelas artimanhas que se lhe apresentam. Mas pelo corpo-escrita clariciano, na pele de Lóri, o Ulisses clariciano, ao contrário do Ulisses grego, sucumbe. Seria essa mais uma metamorfose em Clarice Lispector, ou seja do Ulisses de Homero, das grandes narrativas, do herói exemplar, no Ulisses pós-moderno, rastreado pela obliquidade da escrita. De um herói, sujeito metódico, a um detalhe metafórico.
(Transcrito do livro A Linguagem do Silêncio)
A revelação reside no silêncio, não nas palavras. O “não dito” é uma imensidão. È a dúvida que possibilita o saber, não a certeza. O “dito” e o “tem que ser” são afinal uma grande prisão.
2006-12-21
VIDA / MORTE
Com um gesto suave, e ao mesmo tempo arrepiante, de amor e sensualidade, Macabéa é engravidada por si mesma, um instante quase dolorido e esfuziante desmaio de amor. Sim, doloroso reflorescimento tão difícil que ela empregava nele o corpo e a outra coisa que vós chamais de alma e que eu chamo o quê?Essa excitação, provocada pelo aguçamento poético da sensibilidade, simboliza a epifania do novo ser, quando Macabéa se liberta do que é alheio a si mesma.Ela estava enfim livre de si de nòs. Morte e vida são um instante apenas: o tempo mágico da criação. Um instante sempre renovado, que perdura na invenção. A morte de Macabea é o instante de regressão às origens para inaugurar o seu vir-a-ser. Macabéa é a nudez, é a palavra final, o princípio de uma aprendizagem primitiva e prazerosa.
2006-12-20
"Ditos" do Kimangola
A escada já posta... árdua é a subida.
naquele patamar, que não ainda o topo,
vive a flor simples, em silêncio... fujida.
No continuar desesperado, encantado p’la luz
sedutora, mentindo, não mostrando o topo,
atormentado esbarro em algo...truz,truz...
Entrada exposta... puxado sou p’lo odor,
de dentro, ardente, me envolve
o beijo na silhueta quente da dor.
Próximos, já os lábios, depositam em mim
o alheamento inebriado, junto ao cheiro
do aveludado seio, entregando-se em frenesim.
Além, mais alto, para cá de nós,
fundimos num só corpo, o mesmo desejo,
sobre as fofas nuvens, desatamos os nós.
Kimangola
naquele patamar, que não ainda o topo,
vive a flor simples, em silêncio... fujida.
No continuar desesperado, encantado p’la luz
sedutora, mentindo, não mostrando o topo,
atormentado esbarro em algo...truz,truz...
Entrada exposta... puxado sou p’lo odor,
de dentro, ardente, me envolve
o beijo na silhueta quente da dor.
Próximos, já os lábios, depositam em mim
o alheamento inebriado, junto ao cheiro
do aveludado seio, entregando-se em frenesim.
Além, mais alto, para cá de nós,
fundimos num só corpo, o mesmo desejo,
sobre as fofas nuvens, desatamos os nós.
Kimangola
2006-12-19
CHRISTUM MEDICATORUM
Pela 1ª. vez na história do mundo existia uma pessoa maior do que a sua própria doutrina. Grande originalidade e principal segredo do poder cristão.As ideias sem corporização não são muito atraentes.Isto da vida Divina ser revelação interna, doPai para o Filho, do Pai no Filho
, é pura especulação sobre um fato que é mistério.
1º. Quando Deus falou pelos profetas.
2º.Quando falou por si mesmo.
3º. De acordo com suas conveniências, quando falou aos apóstolos.
A Escritura ficou estabelecida e provada.
Ela é Sagrada, Perfeita por ter sido pelo Verbo de Deus.
Assim fica justificado um Deus efectivamente oculto, pleno de mistério e ideias explícitas.
, é pura especulação sobre um fato que é mistério.
1º. Quando Deus falou pelos profetas.
2º.Quando falou por si mesmo.
3º. De acordo com suas conveniências, quando falou aos apóstolos.
A Escritura ficou estabelecida e provada.
Ela é Sagrada, Perfeita por ter sido pelo Verbo de Deus.
Assim fica justificado um Deus efectivamente oculto, pleno de mistério e ideias explícitas.
METAMORFOSE
Educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência. Podemos dizer que educar é criar: "criar um filho" assim se diz.A perda é a origem do seu contrário, o ganho. Origem vem de originar que significa criar.Aceitação do diferente; temos que ser educados a aproximarmo-nos da diferença e não a criticar, rejeitar, a "estranhar" o vestir diferente , ou o pensar diferente, ou sequer que "pareça" diferente. O "sempre igual" não tem direito exclusivo da liberdade.Quando se diz que aquela pessoa é exótica, diferente, assegura que esse ser exótico não reside nomeadamente no outro, mas na concepção daquele que desconhece, por isso não valoriza, o mundo do outro; neste acto não existe liberdade nem do "eu" nem do "outro". A aprendizagem assim está deficitária logo o saber fica abalado.Para termos acesso à "palavra" temos de reeducarmo-nos continuamente.Para vermos com clareza temos de metamorforsearmo-nos
2006-12-18
EDUCAÇÃO/APRENDIZAGEM
É por demais evidente e por muitos reconhecida a encruzilhada a que chegamos. A família que deveria ser o pilar da tal sociedade justa, fraterna,solidária, agoniza. O sistema ecducativo ( da pré-primária à universidade) são autores e vítimas das suas próprias ideias; os séculos da experiência humana determinam e mostram que o valor "liberdade" não pode ser palavra vã.
A tradução da evolução pode ser uma capacidade para dar mais escolhas, mas é, ao mesmo tempo, uma capacidade para criar menos escolha, isto é, uma capacidade para dirigir e manipular. (Touraine 1974)
É que a linguagem permite transmitir, através das gerações, as regras da dominância. Portanto, a linguagem, permite institucionalizar a dominância. Assim a educação tem de desenvolver uma estratégia que, torne os cidadãos conscientes dos condicionamentos aos quais eles têm sido submetidos.Em nome da pólis, da pátria, de deus, da família, da comunidade, enfim o cidadão-indivíduo tem perdido a sua função, tem-se despersonalizado, afastando-se de si mesmo.
É preciso de uma vez por todas, cortar o mal pela raíz, que é a base da filosofia fascista, que é "não proibir o que se aprende"( dando o exemplo ilusório de "democracia")mas "fazer pensar de acordo com...".
É neste ponto que está realmente o déficite da educação/escola.
A aprendizagem sob o signo do questionamento e da dúvida problematiza o ensino via transmissão de conhecimentos. Sabemos que o poder é um dos termos que norteia esse ensino direcionado, pois o cidadão é regido pelo poder da palavra e pala palavra do poder. Poder linguístico, poder político, poder económico, poder de comunicação, poder religioso.
2006-12-15
COINCIDÊNCIAS
As lendas que se referem a Tirésias, todas elas remetem ao tema da capacidade de VER como conhecimento das verdades internas. Uma das lendas diz ter Tirésias vivido uma dupla experiência, ou seja, a do feminino e do masculino (bissessualidade?), por ter separado duas serpentes que se acasalavam ou por haver matado a serpente-fêmea, no monte Citerão, Tirésias, por isso foi transformado em mulher. Posteriormente, ao subir o monte, decorridos sete anos, Tirésias vê uma cobra idêntica à anterior, e, desta vez, mata a serpente-macho, retomando, por esta atitude, a condição humana. A partir de então, Tirésias torna-se conhecedor dos opostos, pela sua sabedoria interior de separá-los, para conhecer pela experiência cada parte, como o fim de novamente reuni-los.
Nessa mesma linha, por ter efectivado a união masculino e feminino internamente, tendo, portanto, o conhecimento de ambos, Tirésias participa como árbitro em uma discussão entre Zeus e Hera sobre a questão do predomínio do prazer no ato amoroso entre homen e mulher, em que Tirésias revelou o conhecimento da predominância dos sentimentos femininos. Por ter descoberto o segredo feminino, Hera o castigou com a cegueira. Mas Zeus outorga-lhe o dom para a visão do mundo espiritual. A atitude de Hera e Zeus confirma a posição de Tirésias na questão do conflito. Em outras lendas, que tratam da cegueira de Tirésias, uma delas diz ter Tirésias olhado a sua mãe, a deusa Atenas, banhar-se nua com a deusa Ártemis (lesbianismo?), na fonte secreta das deusas; por ter violado algo proibido foi castigado por Ártemis em não mais poder ver. Mas, em contrapartida, a deusa concedeu-lhe o dom da profecia.
Tanto numa como na outra lenda, a perda de visão, na dimensão em que ela se dava, não foi uma perda, mas um ganho. Em relação a Ártemis, Tirésias guardou por dentro a visão da beleza pura da deusa, além de poder investir na profecia. Ao cessar o ver material, Tirésias passa a ter o privilégio da visão do mundo espiritual. Da cegueira da visão profana à consciência da dimensão mais profunda, tal como a previsão da morte-metamorfose ou da ambiguidade do conhecimento em Narciso. Assim sendo, o texto da vidência e o texto da reflexão formam uma parceria.
P.S.- Qualquer semelhança com os factos da vida real de hoje , é pura coincidência.
2006-12-14
DESORDEM POR DÉFICE DE ATENÇÃO
· Designação dita científica da problemática que cria dificuldades na aprendizagem e na adaptação da criança ao meio.
· A Psicologia diz: A desordem por déficite de atenção (DDA) é um distúrbio neurobiológico.
· A avaliacão compreensiva da DDA requer normalmente a contribuição de vários profissionais.
Alguns conceitos veiculados por alguns dos vários profissionais a saber Psicólogos e Sociológos.
Direi eu, cria dificuldades na aprendizagem e na adaptação ao meio, IMPOSTA pela educação.
Pretendem já os iluminados ( Vários Profissionais) apontar as causas ao nível biológico e compreende-se claramente porquê; induz-se a ideia de que é no corpo que vamos encontrar a predisposição para o não aceitamento das regras. Ora as regras em si nada têm de “neurobiológico, têm sim é que ser seguidas, acatadas e de preferência na quietude física.
Reparem nos “palavrões” já encontrados para justificação da “Ciência” e tratamentos que virão ,quase de certeza direcionados aos Quimicos.
Desordem por Défice de Atencão?
Isto é pura retórica, pois a palavra desordem é o contrário de ordem essa sim portadora de défice a vários niveis, falta de criatividade, de ideias, pois ela a ordem é Soberana, não admite “desvios”.
A criança quando não escuta o Professor/Educador que é só um, vira-se, olha, distribui a sua atenção por outras coisas; podemos, aqui sim, com propriedade dizer que o défice da atenção diminui, já que a nossa atenção será maior quando distribuída por vários campos.
Mas há que preparar o discurso no sentido da ignorância , refiná-lo, dizem os profissionais que e passo a citar “ não são difíceis de detectar as caracteristicas da DDA e são porque nem todas as crianças que são desatentas, impulsivas ou hiperactivas são DDA” (sic) em que ficamos é ou não é? Fica assim justificada a intervenção dos “Profissionais, que farão “aplicar” as regras .
Fazendo um pouco de humor direi que aqueles “gajos” que “fizeram” o 25 de Abril em 1974 eram todos uma cambada de DDA`S ou possuidores de distúrbios Neurobiológicos: não prestaram atenção às regras estabelecidas, portanto estabeleceram a desordem e “com hiperactividade”, fazendo novas regras ( novo Ensino, nova Política etc.).
Ou então aqueles outros, os militares/presos que vi sair da sala de choques eléctricos na Psiquiatria Militar em Luanda (1973), já DEVIDAMENTE ADAPTADOS AO MEIO; esta gente afinal era portadora de DDA.
Mas voltando aos DDA`S mais pequenos ( as crianças), as teses agora desenvolvidas pelos “GURUS” baseiam-se sempre nos seus próprios pressupostos que serão mais ou menos assim:
A criança cria dificuldades na aprendizagem ( o programa é imposto pelo adulto) e não se adapta ao meio ( outra vez imposto pelo adulto) afastando-se da massificação. Os ideólogos e fazedores da massificação têm como objectivo primeiro a optimização do sistema produtivo, rentabilizando o “trabalho” para proveito próprio, apoiando-se e legitimando-se através do Sistema Económico.
A ideia fascizante de atribuir aos outros os defeitos da nossa produção, por favor, já chega!! A Criança , a Juventude são uma consequência, o efeito dos Adultos e não o contrário. São sempre os Adultos que estabelecem as regras, os comportamentos.
Atribuir quer à Neurobiologia ou ao comportamento em si da criança, as culpas, é no mínimo uma atitude irresponsável e cobarde. A legitimidade destas acções advêm do “consenso” mas o consenso é um problema de quantidade; a qualidade, se existir, só poderá ser verificada na aplicação e repetição do “consenso”.
È preciso que milhares de psiquiatras, psicólogos, professores se reconheçam na estrura de um conceito, para que um poder possa manter-se sobre a ética do “Instituto Científico”.
O fascismo não consiste em impedir de dizer, mas em obrigar a dizer.
Antecipando ou ficionando, como quizerem, vejo já um enorme potencial (mercado de vendas) para a Indústria Química. Imaginem já os milhões de crianças espalhados por este Mundo e com a “tal” DDA a serem tratados com comprimidos (químicos); não será novidade pois o processo de “quimificação” da indústria alimentar já aí está e plenamente” hiperactiva”; reparem na diversidade de artigos “oferecidos” às crianças nos pontos de venda: guloseimas, refrigerantes, sumos,chocolates, comida cheia de aditivos ou quase só produto químico –colorantes , conservantes,aromas etc.
A causa primeira de isto assim ser, vem do facto de que estas “ coisas vendem-se”, dão lucros e não porque elas vão “dar” saúde às crianças. Portanto um grande mercado em perspectiva e uma enorme mentira.
Um vasto mercado de trabalho para os “Profissionais” do ramo, que reconhecerão sim o “desvio” e portanto serão os executores do programa/tratamento, apoiados pelo “consenso científico” legitimando assim as “ receitas farmacêuticas” pagas com as consultas dos portadores de DDA.
Na cúpula disto tudo “A Economia” vai assegurar o desenvolvimento desta “ajuda”. A Economia é a detentora da Verdade, pois é ela que:
Paga aos cientistas que por acaso na maior parte dos casos já trabalha nos seus laboratórios; são os cientistas que criam o “consenso” do conceito; assim já é “ético “fazê-lo.
Paga aos “ Profissionais “ pois a “ética” justifica o recebimento do dinheiro das consultas.
Ultrapassa o problema dos Pais, pela via da sedução, prometendo libertá-los da “canseira” que é lidar com filhos DDA, porque lembram-nos estas crianças são difíceis de moldar, e a maioria dos Pais estão confusos, não sabem...
Criança® A Doença®Desordem®Défice®Atenção
A Economia®A Cura®Ordem®Lucro®Sedução
Convém por último não esquecer que a palavra químico, foi a palavra encontrada pelo ser humano para designar o contrário de natural (da Natureza).
O Químico por oposto ao Natural.
Kimangola
· A Psicologia diz: A desordem por déficite de atenção (DDA) é um distúrbio neurobiológico.
· A avaliacão compreensiva da DDA requer normalmente a contribuição de vários profissionais.
Alguns conceitos veiculados por alguns dos vários profissionais a saber Psicólogos e Sociológos.
Direi eu, cria dificuldades na aprendizagem e na adaptação ao meio, IMPOSTA pela educação.
Pretendem já os iluminados ( Vários Profissionais) apontar as causas ao nível biológico e compreende-se claramente porquê; induz-se a ideia de que é no corpo que vamos encontrar a predisposição para o não aceitamento das regras. Ora as regras em si nada têm de “neurobiológico, têm sim é que ser seguidas, acatadas e de preferência na quietude física.
Reparem nos “palavrões” já encontrados para justificação da “Ciência” e tratamentos que virão ,quase de certeza direcionados aos Quimicos.
Desordem por Défice de Atencão?
Isto é pura retórica, pois a palavra desordem é o contrário de ordem essa sim portadora de défice a vários niveis, falta de criatividade, de ideias, pois ela a ordem é Soberana, não admite “desvios”.
A criança quando não escuta o Professor/Educador que é só um, vira-se, olha, distribui a sua atenção por outras coisas; podemos, aqui sim, com propriedade dizer que o défice da atenção diminui, já que a nossa atenção será maior quando distribuída por vários campos.
Mas há que preparar o discurso no sentido da ignorância , refiná-lo, dizem os profissionais que e passo a citar “ não são difíceis de detectar as caracteristicas da DDA e são porque nem todas as crianças que são desatentas, impulsivas ou hiperactivas são DDA” (sic) em que ficamos é ou não é? Fica assim justificada a intervenção dos “Profissionais, que farão “aplicar” as regras .
Fazendo um pouco de humor direi que aqueles “gajos” que “fizeram” o 25 de Abril em 1974 eram todos uma cambada de DDA`S ou possuidores de distúrbios Neurobiológicos: não prestaram atenção às regras estabelecidas, portanto estabeleceram a desordem e “com hiperactividade”, fazendo novas regras ( novo Ensino, nova Política etc.).
Ou então aqueles outros, os militares/presos que vi sair da sala de choques eléctricos na Psiquiatria Militar em Luanda (1973), já DEVIDAMENTE ADAPTADOS AO MEIO; esta gente afinal era portadora de DDA.
Mas voltando aos DDA`S mais pequenos ( as crianças), as teses agora desenvolvidas pelos “GURUS” baseiam-se sempre nos seus próprios pressupostos que serão mais ou menos assim:
A criança cria dificuldades na aprendizagem ( o programa é imposto pelo adulto) e não se adapta ao meio ( outra vez imposto pelo adulto) afastando-se da massificação. Os ideólogos e fazedores da massificação têm como objectivo primeiro a optimização do sistema produtivo, rentabilizando o “trabalho” para proveito próprio, apoiando-se e legitimando-se através do Sistema Económico.
A ideia fascizante de atribuir aos outros os defeitos da nossa produção, por favor, já chega!! A Criança , a Juventude são uma consequência, o efeito dos Adultos e não o contrário. São sempre os Adultos que estabelecem as regras, os comportamentos.
Atribuir quer à Neurobiologia ou ao comportamento em si da criança, as culpas, é no mínimo uma atitude irresponsável e cobarde. A legitimidade destas acções advêm do “consenso” mas o consenso é um problema de quantidade; a qualidade, se existir, só poderá ser verificada na aplicação e repetição do “consenso”.
È preciso que milhares de psiquiatras, psicólogos, professores se reconheçam na estrura de um conceito, para que um poder possa manter-se sobre a ética do “Instituto Científico”.
O fascismo não consiste em impedir de dizer, mas em obrigar a dizer.
Antecipando ou ficionando, como quizerem, vejo já um enorme potencial (mercado de vendas) para a Indústria Química. Imaginem já os milhões de crianças espalhados por este Mundo e com a “tal” DDA a serem tratados com comprimidos (químicos); não será novidade pois o processo de “quimificação” da indústria alimentar já aí está e plenamente” hiperactiva”; reparem na diversidade de artigos “oferecidos” às crianças nos pontos de venda: guloseimas, refrigerantes, sumos,chocolates, comida cheia de aditivos ou quase só produto químico –colorantes , conservantes,aromas etc.
A causa primeira de isto assim ser, vem do facto de que estas “ coisas vendem-se”, dão lucros e não porque elas vão “dar” saúde às crianças. Portanto um grande mercado em perspectiva e uma enorme mentira.
Um vasto mercado de trabalho para os “Profissionais” do ramo, que reconhecerão sim o “desvio” e portanto serão os executores do programa/tratamento, apoiados pelo “consenso científico” legitimando assim as “ receitas farmacêuticas” pagas com as consultas dos portadores de DDA.
Na cúpula disto tudo “A Economia” vai assegurar o desenvolvimento desta “ajuda”. A Economia é a detentora da Verdade, pois é ela que:
Paga aos cientistas que por acaso na maior parte dos casos já trabalha nos seus laboratórios; são os cientistas que criam o “consenso” do conceito; assim já é “ético “fazê-lo.
Paga aos “ Profissionais “ pois a “ética” justifica o recebimento do dinheiro das consultas.
Ultrapassa o problema dos Pais, pela via da sedução, prometendo libertá-los da “canseira” que é lidar com filhos DDA, porque lembram-nos estas crianças são difíceis de moldar, e a maioria dos Pais estão confusos, não sabem...
Criança® A Doença®Desordem®Défice®Atenção
A Economia®A Cura®Ordem®Lucro®Sedução
Convém por último não esquecer que a palavra químico, foi a palavra encontrada pelo ser humano para designar o contrário de natural (da Natureza).
O Químico por oposto ao Natural.
Kimangola
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