2008-01-24

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ESPAÇO DE MISCIGENAÇÃO

Não sou historiador. Perdoem me então a ousadia de escrever algo da história.
Mas como ando sempre nas prosas e poemas " de cabeça na lua" sinto de quando em vez necessidade de baixar ao terreno humano.

As obras apresentadas são todas de artistas santomenses e podem ser vistas neste endereço:

http://www.artafrica.info/html/paises/saotome.php


Foto do arquivo de Kimangola




ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO NO CONTINENTE AFRICANO

Partindo do pressuposto de que não são só os factos políticos que determinam a evolução humana sendo eles mais causas e consequências do desenvolvimento das instituições e ideologias que por sua vez são fortemente influenciadas pela constância das condições do meio ambiente que permanentemente envolve qualquer ser humano considera-se que um historiador remetido ao uso exclusivo de dados históricos, limita o seu campo de visão e no caso específico do continente Africano agravado pela escassez de documentos escritos, obrigatórias se tornam as abordagens em diálogos interdisciplinares contínuos. A arqueologia certamente terá um papel muito importante a desempenhar no caminho da aproximação à verdade.
A geografia e a história explicam muito do que é África. É o único continente que se estende pelas zonas temperadas do Norte e do Sul; possui uma grande área central tropical no meio de duas estreitas zonas temperadas, uma a norte outra a sul.
Quanto à história do ser humano aponta-se África como o local onde há sete milhões de anos as linhas evolucionárias dos primatas e dos pré-hominídeos divergiram.
As ilhas de São Tomé , Príncipe , situam-se no Golfo da Guiné , fazem parte de um conjunto de aflorantes vulcânicos no prolongamento da cordilheira dos Camarões , centro-oeste da África, Oceano Atlântico , litoral recortado por baías e escarpas , interior montanhoso com uma área de 964 km² de clima equatorial chuvoso .


DESCOBERTA - CLIMA – POVOAMENTO

Terá sido durante a vigência de um contrato entre a Coroa portuguesa e o mercador Fernão Gomes, que estas ilhas do Golfo da Guiné foram descobertas, no início da década de 1470. Era concedido a Fernão Gomes o monopólio do Comércio na Costa da Guiné. Devido à sua localização possuem características equatoriais no seu clima e vegetação. O clima quente e húmido, e a vegetação exuberante daí resultantes, têm profundas consequências na colonização das ilhas e na vida e organização das populações que ali se instalam.
A primeira ilha a ser ocupada é a de São Tomé. Não é a maior ilha mas possui uma melhor colocação na circulação de ventos e correntes e por estar mais afastada do continente previa-se a sua utilização como escala, o que veio a comprovar-se , durante os séculos seguintes .Com um relevo menos agreste, rica de cursos de água e um clima menos “escaldante” do que o de Fernando Pó e aparentemente não habitada, facilitava a possibilidade de colonização com terras fáceis de trabalhar.
Aquando da chegada dos portugueses, provavelmente em 21 de Dezembro de 1471, transforma-se desde logo no núcleo colonizador que se espalha pelas feitorias da Guiné, afirmando-se como um ponto importante do tráfico negreiro para as Américas e Brasil, e como produtora de elevado volume de açúcares servindo os principais portos europeus da época.
Convenhamos, a expansão portuguesa não é pertença exclusiva dos portugueses, pois desde cedo recorreram a técnicas, a capitais e especialistas estrangeiros. Reconheça-se no entanto a capacidade para reconhecer e usar os meios técnicos avançados e que se apropriavam aos objectivos a atingir. Com a crescente procura do açúcar, no mercado europeu, a partir dos finais do século XV, abriu-se um quadro económico, ditado pelo objectivo central do processo colonizador, dando origem ao “ ciclo do açúcar” que passou a ser o motor da economia.
Um factor fundamental para o desenvolvimento da produção açucareira, baseou-se sem dúvida na existência de mão de obra abundante e barata. Assim ao comércio transariano de escravos negros praticado pelos Árabes em direcção ao Mediterrâneo, junta se o comércio de escravos negros africanos promovido e desenvolvido pelos europeus.
São Tomé transforma-se num espaço não só de “experimentação” de plantas importadas, mas também espaço de miscigenação por excelência.

Eva Carvalho

CICLO DO AÇUCAR
Colonização

Este período do ciclo do açúcar – idade colonial/ período de resistência ( 1500-1822) e que desde o seu inicio coincide com a importação de mão-de obra saída da costa ocidental africana, para incremento da cultura da cana-de-açucar, trazida provavelmente da ilha da Madeira assim como a organização em Capitania como atesta a carta régia de 24 de Setembro de 1485 do rei de Portugal D. João II.
Iniciava se assim nestas ilhas o sistema de trabalho escravo constituindo se São Tomé e Príncipe também como entreposto comercial do tráfego de escravos. No intuito de aumentar a produção, foram concedidos um grande número de privilégios aos portugueses na sua maioria degradados e filhos dos judeus arrancados aos seus pais , oriundos dos territórios sob controlo português . No entanto as condições do clima equatorial provocava nos europeus altos índices de mortandade e obstava à vinda de mais gente. Para além de portugueses chegam também castelhanos, franceses e genoveses.
O grupo de Africanos que se começa a formar não é homogéneo em virtude das diferentes proveniências: do Benim, Camerões, Guiné, Nigéria, Angola, etc.
Um clima de agitação social acompanha desde o princípio todo este processo. Factores de ordem interna e externa manifestam se constantemente.

Manuel Ceita Dias dos Ramos

Classes Sociais

Por um lado os senhores feudais, ricos proprietários que são os donos dos meios de produção que não olham a meios para sacar o lucro; junte se o Clero, padres católicos que acompanham as expedições militares e que ao longo do processo colonial tiveram posição bem distinta da doutrina que pregavam. Como classe abastada que na verdade era este Clero esteve quase sempre rivalizando com os ricos proprietários.
Uma classe branca ( colonos ) não proprietários e alguns mestiços pois emanara do Rei a recomendação do bom tratamento aos filhos dos judeus, mulatos que pudessem servir ofícios como os brancos. Convém aqui apontar a data de 1524 – concessão do primeiro foral ao arquipélago, mais concretamente à ilha de São Tomé, a existência real do primeiro grupo de mulatos , os filhos da terra, que se constituem como fração minoritária de africanos livres. A criação deste grupo mestiço, pelos portugueses, tornou se indispensável tanto para o povoamento das ilhas, como para a constituição de um grupo social adaptado ao contexto ecológico local, afirmando se como único grupo capaz de assegurar a gestão dos projectos dos portugueses. Porém este movimento acabou por servir também os interesses dos africanos pois criavam se seres mestiços culturalmente marcados pela família africana, o que lhes assegurava a sua sociabilização. Do casamento dos comerciantes europeus com as filhas dos africanos de estatuto elevado, nasciam estes mulatos. Os mulatos não possuem uma família europeia, mesmo se o pai – geralmente branco - está presente; a família é da mãe africana. Tornam se num grupo de pessoas possantes, têm vinte a cinquenta escravos cada um
Num ínfimo escalão a classe social mais numerosa, dos escravos, muito heterogénea na sua composição, com características físicas, culturais, de língua dos seus elementos, bastante diferenciadas, comprovando a sua proveniência de vários pontos da costa ocidental africana. A mais desumana exploração que sobre eles se abatia, funcionava como um elo de ligação. A estes escravos propriedade dos moradores da ilha de São Tomé, é necessário juntar outros escravos negros, os escravos de resgate.
Todos estes grupos africanos de interesses divergentes e por vezes contraditório, participam de forma dinâmica no povoamento e na colonização da ilha, seja sob orientação dos europeus, seja mobilizando se em função dos seus próprios objectivos.

Felisberto da Graça Castilho
O Engenho

O engenho célula base de todo o sistema produtivo, não significa só o moinho onde se processava as várias fases da produção do açúcar, designava um conjunto complexo de construções, espaços e homens indispensáveis ao próprio processo de produção. Constituído pelo moinho , elemento central , pelas casas de madeira do proprietário e dos mestres do açúcar, situadas à volta do moinho, pelas habitações dos escravos, mais afastadas, na orla da floresta circundante, rodeadas de uma pequena horta, pelos edifícios necessários ao fabrico e à armazenagem do açúcar e às outras actividades indispensáveis à vida da população, e ainda pelas plantações de cana sacarina, situados nos campos mais férteis e melhor irrigados.
Formam se “domínios”, no interior dos quais se articulava um duplo sistema: por um lado, uma produção agrícola destinada à subsistência da mão-de-obra escrava e ao aprovisionamento dos navios e, por outro, a monocultura da cana e fabrico do açúcar. As várias concessões ou “sesmarias” e algumas cartas de alforria que ao longo do século XVI foram sendo produzidas pelos portugueses , ajudam ao fabrico destes domínios.

Armindo Machado

OS ESCRAVOS

Debrucemo nos agora sobre o quotidiano dos escravos e seu trabalho nestes domínios. Cada habitante compra escravos negros com as suas negras e emprega os ( aos casais ) para cultivar as terras fazendo as plantações. Há homens ricos que possuem até cerca de trezentos negros e negras a trabalhar para si toda a semana excepto ao sábado, onde neste dia os escravos semeiam para si, milho zaburro, raízes de inhame e muitas hortaliças. Estes homens ricos não vestem , não alimentam nem fazem casas , aos escravos. São os próprios escravos que se encarregam destas funções. O que pode parecer um regime de trabalho ditado por uma tolerância ou humanismo, nada mais é do que um sistema para optimização dos lucros. Esta técnica não provém dos portugueses mas sim uma adopção do já praticado em África, sendo a maneira mais capaz de permitir dispor de uma força de trabalho numerosa e auto-alimentada.. A cultura da planta desenrolava se ao longo de todo o ano sendo o escravo continuamente mobilizado para os inúmeros, longos e pesados trabalhos agrícolas a que se juntavam as duras tarefas destinadas a transformar a cana em açúcar. Convém não esquecer que este ciclo de trabalho começava já no abate das árvores e a sua redução a cinzas que serviam como fertilizantes da terra assim como na preparação dos terrenos para a plantação.
O processo de povoamento organizado pelos Portugueses é orientado para as regiões litorais do norte e do nordeste de São Tomé, por aí se encontrarem as melhores condições para introduzir e desenvolver a cultura, produção e posterior comercialização do açucar. Este cenário deixava vastas áreas livres quer no interior ou noutras zonas despovoadas que viriam a ser ocupadas pelos escravos fugidos das plantações, quer dizer que o processo de povoamento do interior da ilha é consequência da decisão dos Africanos e contra os portugueses. As duríssimas condições de vida e de trabalho estavam na base destas fugas. Foi daqui, mais tarde que partiram os ataques aos engenhos e às regiões sob controlo português.
Entramos assim no início da segunda metade do século XVI, com duas particularidades a destacarem se: uma agitação social provocada pelos Mulatos ,” os filhos da terra”, descontentes com a discriminação política de que eram alvos em benefício dos Portugueses e a ameaça negra que vinha do mato provocam um clima de insegurança. No último quartel do século intensificam se as revoltas que se multiplicam nas roças e ataques cada vez mais frequentes aos engenhos e ás plantações.
No ano de 1595 um negro da ilha de São Tomé, chamado Amador proclamou se rei da ilha. Amador fora escravo de D.Ferdinand , comandava um exército organizado em torno de cinco chefes principais, movimentando se segundo um plano definido para atacar os engenhos e a cidade. O choque pôs frente a frente uma grande massa de homens armados de arcos e flechas, contra um número mais reduzido, armados com arcabuzes. A vitória coube como quase sempre no continente africano, aos europeus cujas tropas incluíam Negros e Mulatos. Derrotados os cinco chefes africanos decidem entregar aos europeus, Amador, que o enforcaram.

Kwame de Sousa

OS SÉCULOS XVII E XVIII
Instabilidade

Na entrada para o século XVII, grande parte dos proprietários ricos começam a emigrar para o Brasil que desponta como nova fonte de produção de açúcar. O clima de insegurança e instabilidade vivido com os sucessivos ataques dos “ negros alevantados” e a incapacidade das autoridades portuguesas em controlar o espaço santomense, agora ocupado pelos Africanos constitui se como motivo principal do deslocamento para o Brasil. Agravando aquela situação, a corrupção e a desorganização dos poderes públicos, a discórdia permanente entre as autoridades religiosas e civis, o ataque dos corsários e ainda a doença que ataca a cana sacarina, provocando a destruição das colheitas.
São Tomé e Príncipe afirma se como um espaço privilegiado, dada as suas características ecológicas e posição geográfica, para:
1) Centros de introdução e “ensaio” de plantas e de técnicas agrícolas novas;
2) Pontos de apoio aos navios, de início apenas portugueses, depois também estrangeiros, que ali procuram se abastecer;
3) “Armazéns” destinados à redistribuição de escravos vindos do continente e destinados essencialmente ao Novo Mundo.
Ressalta também claramente desta época, um sistema de produção , já consolidado, que era o sustento de todos que habitavam as ilhas e dos abastecimentos em víveres aos navios, vindo mais uma vez da classe escrava, que produzia para além do açúcar, inhames, batata doce, milho em suma a produção agrícola de sustento.
Começa se a sedimentar a combinação entre elementos culturais africanos de origem diversa e da adesão a propostas europeias após duas ou três gerações, uma parte do poder económico do arquipélago fica nas mãos de uma população crioula nascida deste encontro: os “forros”, que são a característica principal de São Tomé e Príncipe em relação às outras colónias, com seu próprio idioma.

O Negro como mercadoria

Iniciava se uma nova era , fim da primeira fase da colonização. Com o chamamento do Brasil e do declínio da produção açucareira para os colonialistas a importância da ilha radicava no facto de servir de entreposto de escravos. Todos os navios com destino ao Brasil via São Tomé e Príncipe, eram obrigados a pagar impostos, que forneciam ao fisco português receitas consideráveis. Milhões de africanos foram transportados, em condições desumanas , sobretudo para as Américas durante os séculos XVII e XVIII principalmente.
Ao iniciar se a segunda metade do século XVIII, já as ilhas de São Tomé e Príncipe vinham sendo um local de contínua confluência de povos, raças e culturas, cujas consequências se traduziam em complexos fenómenos socioculturais. Entre eles sobressaíam a mestiçagem, a assimilação e a rejeição culturais que , por vezes, explodiam em violentos movimentos de ruptura. Dos povos e das culturas transferidos, das línguas postas em convívio, haviam se originado importantes sínteses, outro povo.
A economia de São Tomé e Príncipe atravessa assim um período de estagnação ,pelos motivos já apontados. É notória a reafricanização da população. Do ponto de vista numérico os “ filhos da terra” tornam se o elemento predominante. Fortalecem as suas posições económico-sociais sem contudo serem um grupo heterogéneo. Formou se uma aristocracia crioula que se empenhava em enviar seus filhos para seminários no Brasil e em Portugal.

Edilson Chong Dias

O CICLO DO CAFÉ E CACAU
A Roça

No século XIX com a introdução das culturas do café e do cacau inicia se aqui uma terceira fase da colonização das ilhas de São Tomé e Príncipe; com a expropriação fraudulenta e violenta das propriedades aos locais. A necessidade mais uma vez de mão-de-obra é premente. A população nativa recusa se a trabalhar nas plantações. Existe no entanto um dado novo na conjuntura mundial e oficialmente (1826) o governo de Lisboa promulga o código para conter o tráfego de escravos, mas só na década de 80 a escravatura é abolida. Os trabalhadores não são mais escravos mas “ trabalhadores contratuais voluntários” trazidos das outras colónias portuguesas (Angola, Cabo Verde e Moçambique) facto que origina o aparecimento das unidades de produção de cacau e café denominadas roças. , A roça é um espaço agrícola, organizam uma nova base de povoamento e colonização, sendo constituída pela casa da administração, a sanzala dos trabalhadores, os armazéns, os fermentadores e secadores de produtos, o hospital formando autênticas povoações.

Abolição da escravatura

A frente do boicote internacional de São Tomé e Príncipe decretado em 1909 após as divulgações feitas sobre o trabalho forçado dos “ trabalhadores contratuais”, as roças “humanisam-se” e o rendimento diminui. No fim dos anos 40, o governador está determinado a regularizar o problema da mão de obra, forçando os “forros” ao trabalho nas “roças”.

Nacionalismo

A tensão provoca então o massacre de Batepá, a 3 de Fevereiro de 1953, que teria feito mais de 1.000 mortes por tortura eléctrica e afogamento, principalmente. Este episódio marca o início do nacionalismo santomense, com a criação, em 1960 pela elite, forros em exílio do CLSTP (Comité de Libertação de São Tomé e Príncipe) que em seguida, em 1974, virá a ser o MLSTP (Movimento de libertação de São Tomé e Príncipe).
José Manuel Mendonça Gracias

34 comentários:

Aguiar disse...

Mto obrigado...

Sá Couto disse...

Excelente trabalho.

Anónimo disse...

O PERCURSO De DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES

Hugo de Menezes nasceu na cidade de São Tomé a 02 de fevereiro de 1928, filho do Dr Ayres Sacramento de Menezes.

Aos três anos de idade chegou a Angola onde fez o ensino primário.
Nos anos 40, fez o estudo secundário e superior em Lisboa, onde concluiu o curso de medicina pela faculdade de Lisboa.
Neste pais, participou na fundação e direcção de associações estudantis, como a casa dos estudantes do império juntamente com Mário Pinto de Andrade ,Jacob Azancot de Menezes, Manuel Pedro Azancot de Menezes, Marcelino dos Santos e outros.
Em janeiro de 1959 parte de Lisboa para Londres com objectivo de fazer uma especialidade, e contactar nacionalistas das colónias de expressão inglesa como Joshua Nkomo( então presidente da Zapu, e mais tarde vice-presidente do Zimbabué),George Houser ( director executivo do Américan Commitee on África),Alão Bashorun ( defensor de Naby Yola ,na Nigéria e bastonário da ordem dos advogados no mesmo pais9, Felix Moumié ( presidente da UPC, União das populações dos Camarões),Bem Barka (na altura secretário da UMT- União Marroquina do trabalho), e outros, os quais se tornou amigo e confidente das suas ideias revolucionárias.
Uns meses depois vai para Paris, onde se junta a nacionalistas da Fianfe ( políticos nacionalistas das ex. colónias Francesas ) como por exemplo Henry Lopez( actualmente embaixador do Congo em Paris),o então embaixador da Guiné-Conacry em Paris( Naby Yola).
A este último pediu para ir para Conacry, não só com objectivo de exercer a sua profissão de médico como também para prosseguir as actividades políticas iniciadas em lisboa.
Desta forma ,Hugo de Menezes chega ao já independente pais africano a 05-de agosto de 1959 por decisão do próprio presidente Sekou -Touré.
Em fevereiro de 1960 apresenta-se em Tunes na 2ª conferência dos povos africanos, como membro do MAC , com ele encontram-se Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Mario Pinto de Andrade , e outros.
Encontram-se igualmente presente o nacionalista Gilmore ,hoje Holden Roberto , com o qual a partir desta data iniciou correspondência e diálogo assíduos.
De regresso ao pais que o acolheu, Hugo utiliza da sua influência junto do presidente Sekou-touré a fim de permitir a entrada de alguns camaradas seus que então pudessem lançar o grito da liberdade.

Lúcio Lara e sua família foram os primeiros, seguindo-lhe Viriato da Cruz e esposa Maria Eugénia Cruz , Mário de Andrade , Amílcar Cabral e dr Eduardo Macedo dos Santos e esposa Maria Judith dos Santos e Maria da Conceição Boavida que em conjunto com a esposa do Dr Hugo José Azancot de Menezes a Maria de La Salette Guerra de Menezes criam o primeiro núcleo da OMA ( fundada a organização das mulheres angolanas ) sendo cinco as fundadoras da OMA ( Ruth Lara ,Maria de La Salete Guerra de Menezes ,Maria da Conceição Boavida ( esposa do Dr Américo Boavida), Maria Judith dos Santos (esposa de um dos fundadores do M.P.L.A Dr Eduardo dos Santos) ,Helena Trovoada (esposa de Miguel Trovoada antigo presidente de São Tomé e Príncipe).
A Maria De La Salette como militante participa em diversas actividades da OMA e em sua casa aloja a Diolinda Rodrigues de Almeida e Matias Rodrigues Miguéis .


Na residência de Hugo, noites e dias árduos ,passados em discussões e trabalho… nasce o MPLA ( movimento popular de libertação de Angola).
Desta forma é criado o 1º comité director do MPLA ,possuindo Menezes o cartão nº 6,sendo na realidade Membro fundador nº5 do MPLA .
De todos ,é o único que possui uma actividade remunerada, utilizando o seu rendimento e meio de transporte pessoal para que o movimento desse os seus primeiros passos.
Dr Hugo de Menezes e Dr Eduardo Macedo dos Santos fazem os primeiros contactos com os refugiados angolanos existentes no Congo de forma clandestina.

A 5 de agosto de 1961 parte com a família para o Congo Leopoldville ,aí forma com outros jovens médicos angolanos recém chegados o CVAAR ( centro voluntário de assistência aos Angolanos refugiados).

Participou na aquisição clandestina de armas de um paiol do governo congolês.
Em 1962 representa o MPLA em Accra(Ghana ) como Freedom Fighters e a esposa tornando-se locutora da rádio GHANA para emissões em língua portuguesa.

Em Accra , contando unicamente com os seus próprios meios, redigiu e editou o primeiro jornal do MPLA , Faúlha.

Em 1964 entrevistou Ernesto Che Guevara como repórter do mesmo jornal, na residência do embaixador de Cuba em Ghana , Armando Entralgo Gonzales.
Ainda em Accra, emprega-se na rádio Ghana juntamente com a sua esposa nas emissões de língua portuguesa onde fazem um trabalho excepcional. Enviam para todo mundo mensagens sobre atrocidades do colonialismo português ,e convida os angolanos a reagirem e lutarem pela sua liberdade. Estas emissões são ouvidas por todos cantos de Angola.

Em 1966´é criada a CLSTP (Comité de libertação de São Tomé e Príncipe ),sendo Hugo um dos fundadores.

Neste mesmo ano dá-se o golpe de estado, e Nkwme Nkruma é deposto. Nesta sequência ,Hugo de Menezes como representante dos interesses do MPLA em Accra ,exilou-se na embaixada de Cuba com ordem de Fidel Castro. Com o golpe de estado, as representações diplomáticas que praticavam uma política favorável a Nkwme Nkruma são obrigadas a abandonar Ghana .Nesta sequência , Hugo foge com a família para o Togo.
Em 1967 Dr Hugo José Azancot parte com esposa para a república popular do Congo - Dolisie onde ambos leccionam no Internato de 4 de Fevereiro e dão apoio aos guerrilheiros das bases em especial á Base Augusto Ngangula ,trabalhando paralelamente para o estado Congolês para poder custear as despesas familhares para que seu esposo tivesse uma disponibilidade total no M.P.L.A sem qualquer remuneração.

Em 1968,Agostinho Neto actual presidente do MPLA convida-o a regressar para o movimento no Congo Brazzaville como médico da segunda região militar: Dirige o SAM e dá assistência médica a todos os militantes que vivem a aquela zona. Acompanha os guerrilheiros nas suas bases ,no interior do território Angolano, onde é alcunhado “ CALA a BOCA” por atravessar essa zona considerada perigosa sempre em silêncio.

Hugo de Menezes colabora na abertura do primeiro estabelecimento de ensino primário e secundário em Dolisie ,onde ele e sua esposa dão aulas.

Saturado dos conflitos internos no MPLA ,aliado a difícil e prolongada vida de sobrevivência ,em 1972 parte para Brazzaville.

Em 1973,descontente com a situação no MPLA e a falta de democraticidade interna ,foi ,com os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade , Gentil Viana e outros ,signatários do « Manifesto dos 19», que daria lugar a revolta activa. Neste mesmo ano, participa no congresso de Lusaka pela revolta activa.
Em 1974 entra em Angola ,juntamente com Liceu Vieira Dias e Maria de Céu Carmo Reis ( Depois da chegada a Luanda a saída do aeroporto ,um grupo de pessoas organizadas apedrejou o Hugo de tal forma que foi necessário a intervenção do próprio Liceu Vieira Dias).

Em 1977 é convidado para o cargo de director do hospital Maria Pia onde exerce durante alguns anos .

Na década de 80 exerce o cargo de presidente da junta médica nacional ,dirige e elabora o primeiro simpósio nacional de remédios.

Em 1992 participa na formação do PRD ( partido renovador democrático).
Em 1997-1998 é diagnosticado cancro.

A 11 de Maio de 2000 morre Azancot de Menezes, figura mítica da historia Angolana.

Anónimo disse...

O PERCURSO De DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES

Hugo de Menezes nasceu na cidade de São Tomé a 02 de fevereiro de 1928, filho do Dr Ayres Sacramento de Menezes.

Aos três anos de idade chegou a Angola onde fez o ensino primário.
Nos anos 40, fez o estudo secundário e superior em Lisboa, onde concluiu o curso de medicina pela faculdade de Lisboa.
Neste pais, participou na fundação e direcção de associações estudantis, como a casa dos estudantes do império juntamente com Mário Pinto de Andrade ,Jacob Azancot de Menezes, Manuel Pedro Azancot de Menezes, Marcelino dos Santos e outros.
Em janeiro de 1959 parte de Lisboa para Londres com objectivo de fazer uma especialidade, e contactar nacionalistas das colónias de expressão inglesa como Joshua Nkomo( então presidente da Zapu, e mais tarde vice-presidente do Zimbabué),George Houser ( director executivo do Américan Commitee on África),Alão Bashorun ( defensor de Naby Yola ,na Nigéria e bastonário da ordem dos advogados no mesmo pais9, Felix Moumié ( presidente da UPC, União das populações dos Camarões),Bem Barka (na altura secretário da UMT- União Marroquina do trabalho), e outros, os quais se tornou amigo e confidente das suas ideias revolucionárias.
Uns meses depois vai para Paris, onde se junta a nacionalistas da Fianfe ( políticos nacionalistas das ex. colónias Francesas ) como por exemplo Henry Lopez( actualmente embaixador do Congo em Paris),o então embaixador da Guiné-Conacry em Paris( Naby Yola).
A este último pediu para ir para Conacry, não só com objectivo de exercer a sua profissão de médico como também para prosseguir as actividades políticas iniciadas em lisboa.
Desta forma ,Hugo de Menezes chega ao já independente pais africano a 05-de agosto de 1959 por decisão do próprio presidente Sekou -Touré.
Em fevereiro de 1960 apresenta-se em Tunes na 2ª conferência dos povos africanos, como membro do MAC , com ele encontram-se Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Mario Pinto de Andrade , e outros.
Encontram-se igualmente presente o nacionalista Gilmore ,hoje Holden Roberto , com o qual a partir desta data iniciou correspondência e diálogo assíduos.
De regresso ao pais que o acolheu, Hugo utiliza da sua influência junto do presidente Sekou-touré a fim de permitir a entrada de alguns camaradas seus que então pudessem lançar o grito da liberdade.

Lúcio Lara e sua família foram os primeiros, seguindo-lhe Viriato da Cruz e esposa Maria Eugénia Cruz , Mário de Andrade , Amílcar Cabral e dr Eduardo Macedo dos Santos e esposa Maria Judith dos Santos e Maria da Conceição Boavida que em conjunto com a esposa do Dr Hugo José Azancot de Menezes a Maria de La Salette Guerra de Menezes criam o primeiro núcleo da OMA ( fundada a organização das mulheres angolanas ) sendo cinco as fundadoras da OMA ( Ruth Lara ,Maria de La Salete Guerra de Menezes ,Maria da Conceição Boavida ( esposa do Dr Américo Boavida), Maria Judith dos Santos (esposa de um dos fundadores do M.P.L.A Dr Eduardo dos Santos) ,Helena Trovoada (esposa de Miguel Trovoada antigo presidente de São Tomé e Príncipe).
A Maria De La Salette como militante participa em diversas actividades da OMA e em sua casa aloja a Diolinda Rodrigues de Almeida e Matias Rodrigues Miguéis .


Na residência de Hugo, noites e dias árduos ,passados em discussões e trabalho… nasce o MPLA ( movimento popular de libertação de Angola).
Desta forma é criado o 1º comité director do MPLA ,possuindo Menezes o cartão nº 6,sendo na realidade Membro fundador nº5 do MPLA .
De todos ,é o único que possui uma actividade remunerada, utilizando o seu rendimento e meio de transporte pessoal para que o movimento desse os seus primeiros passos.
Dr Hugo de Menezes e Dr Eduardo Macedo dos Santos fazem os primeiros contactos com os refugiados angolanos existentes no Congo de forma clandestina.

A 5 de agosto de 1961 parte com a família para o Congo Leopoldville ,aí forma com outros jovens médicos angolanos recém chegados o CVAAR ( centro voluntário de assistência aos Angolanos refugiados).

Participou na aquisição clandestina de armas de um paiol do governo congolês.
Em 1962 representa o MPLA em Accra(Ghana ) como Freedom Fighters e a esposa tornando-se locutora da rádio GHANA para emissões em língua portuguesa.

Em Accra , contando unicamente com os seus próprios meios, redigiu e editou o primeiro jornal do MPLA , Faúlha.

Em 1964 entrevistou Ernesto Che Guevara como repórter do mesmo jornal, na residência do embaixador de Cuba em Ghana , Armando Entralgo Gonzales.
Ainda em Accra, emprega-se na rádio Ghana juntamente com a sua esposa nas emissões de língua portuguesa onde fazem um trabalho excepcional. Enviam para todo mundo mensagens sobre atrocidades do colonialismo português ,e convida os angolanos a reagirem e lutarem pela sua liberdade. Estas emissões são ouvidas por todos cantos de Angola.

Em 1966´é criada a CLSTP (Comité de libertação de São Tomé e Príncipe ),sendo Hugo um dos fundadores.

Neste mesmo ano dá-se o golpe de estado, e Nkwme Nkruma é deposto. Nesta sequência ,Hugo de Menezes como representante dos interesses do MPLA em Accra ,exilou-se na embaixada de Cuba com ordem de Fidel Castro. Com o golpe de estado, as representações diplomáticas que praticavam uma política favorável a Nkwme Nkruma são obrigadas a abandonar Ghana .Nesta sequência , Hugo foge com a família para o Togo.
Em 1967 Dr Hugo José Azancot parte com esposa para a república popular do Congo - Dolisie onde ambos leccionam no Internato de 4 de Fevereiro e dão apoio aos guerrilheiros das bases em especial á Base Augusto Ngangula ,trabalhando paralelamente para o estado Congolês para poder custear as despesas familhares para que seu esposo tivesse uma disponibilidade total no M.P.L.A sem qualquer remuneração.

Em 1968,Agostinho Neto actual presidente do MPLA convida-o a regressar para o movimento no Congo Brazzaville como médico da segunda região militar: Dirige o SAM e dá assistência médica a todos os militantes que vivem a aquela zona. Acompanha os guerrilheiros nas suas bases ,no interior do território Angolano, onde é alcunhado “ CALA a BOCA” por atravessar essa zona considerada perigosa sempre em silêncio.

Hugo de Menezes colabora na abertura do primeiro estabelecimento de ensino primário e secundário em Dolisie ,onde ele e sua esposa dão aulas.

Saturado dos conflitos internos no MPLA ,aliado a difícil e prolongada vida de sobrevivência ,em 1972 parte para Brazzaville.

Em 1973,descontente com a situação no MPLA e a falta de democraticidade interna ,foi ,com os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade , Gentil Viana e outros ,signatários do « Manifesto dos 19», que daria lugar a revolta activa. Neste mesmo ano, participa no congresso de Lusaka pela revolta activa.
Em 1974 entra em Angola ,juntamente com Liceu Vieira Dias e Maria de Céu Carmo Reis ( Depois da chegada a Luanda a saída do aeroporto ,um grupo de pessoas organizadas apedrejou o Hugo de tal forma que foi necessário a intervenção do próprio Liceu Vieira Dias).

Em 1977 é convidado para o cargo de director do hospital Maria Pia onde exerce durante alguns anos .

Na década de 80 exerce o cargo de presidente da junta médica nacional ,dirige e elabora o primeiro simpósio nacional de remédios.

Em 1992 participa na formação do PRD ( partido renovador democrático).
Em 1997-1998 é diagnosticado cancro.

A 11 de Maio de 2000 morre Azancot de Menezes, figura mítica da historia Angolana.

Aguiar disse...

so por curiosidade, por acaso esteve a ler Francisco Tenreiro e Carlos Agostinho das Neves? Gostei mto da frase seguinte: “trabalhadores contratuais voluntários” - as aspas sao por demais, significativas. Tem aqui um apanhado mto interressante, embora (para não variar :-)) eu tenha um pto de vista diferente. Nao creio que tenha sido a transiçao oficial do trabalho escravo para o contrato, que esteja na origem das roças, enquanto unidade de exploraçao agricola, mas sim as plantas que ai foram introduzidas, nomeadamente o café e o cacau.

Tenho duvidas tbem que tenha sido a tensao em torno do massacre de Batepa que esteja na origem do nacionalismo sao-tomense. é um assunto que terei, ainda, mto que investigar.
Obrigado pela atenção,

Abraços atrlânticos.

Aguiar disse...

pequena cooperaçao insular, espero que lhe seja util, sao documentos que estao na biblioteca nacional de Lisboa, no instituto superior de agronomia e na extinta biblioteca tbem na rua da Junqueira me Lisba (do IICT, creio):
1. AGUIAR, Armindo (1992), São Tomé e Príncipe: Uma Arqueologia para a Identidade- in LEBA n.º 7, actas da 1ª Reunião de Arqueologia e História Pré-Colonial em 23-26 de Outubro de 1989, Lisboa, IICT, p 41 – 46.


2. ESPIRITO SANTO, Carlos (2000) – Almas de Elite Santomenses, Lisboa, ed. Cooperação, p. 243.

3. ESPIRITO SANTO, J. (1970), Nomes Crioulos e Vernáculos de Algumas Plantas – Boletim da brigada de Fomento Agro-pecuário São Tomé 4 (16) : 55-67.

4. EXELL, A. W.(1944) - Catalogue plants of the vascular plants of S.Tomé(with Principe and Annobon)- London British Museum (Natural History), (Cit Figueiredo, 1995 :47).

5. EYZAGUIRRE, Pablo B. (1986), The Ecology of Swidden Agriculture and Agrarian Histpry in São Tomé, in Cahiers d'Etudes africaines, I0I-I02, XXVI –I –2, pp. 113- 129.


6. HENRIQUES, J. A. (1886), Contibuições para o estudo da flora d'África , Catálogo das plantas de S. Thomé – in Boletim da Sociedade Broteriana, vol. IV, Coimbra, p.23.

7. HENRIQUES, Isabel Castro(1987), Ser Escravo em São Tomé no século XVI , In revista Internacinal de Estudos Africanos – volume 6/7, pp. 167-178.

8. LAINS e SILVA, H. (1958), São Tomé e Príncipe e a Cultura do Café, Lisboa, Memórias da Junta de Investigações do Ultramar.


9. LOURENÇO, Rui (1988), Navegação de Lisboa à ilha de São Tomé escrita por um piloto português, Lisboa, ed. grupo de trabalho do Ministério da educação para as comemorações dos Descobrimentos portugueses.


10. MANTERO, Francisco (1910), A mão-de-obra em S. Tomé e Príncipe, Lisboa

11. MATA, Inocência (1991), A Língua Portuguesa na sociedade santomense: entre a desconstrução e a , in NORTISUL – n.º1, p27-28, Lisboa.

12. MATTOS, R. J. Cunha (1905), Chorographia histórica das ilhas de S. Tomé e Príncipe, Ano Bom e Fernando Pó, S. Thomé ,p2.


13. MELO, G. Chaves de (1972), A Presença Africana na Cultura Brasileira, Separata da revista Ultramar, n.º2 vol I, Lisboa, p.5.

14. MENESES, Aires do Sacramento (1929), Os serviços de Saúde e higiéne de São Tomé e Príncipe, in Boletim da Agencia Geral das Colónias 5 (43) pp.97-109, Lisboa.

15. MONOD, Th. e TEIXEIRA da MOTA e MANUY, R.(1951), Description de la Côte Occidentale d'Afrique (Séneégal au Cap de Monte, Archipels) par Valentim Fernandes (1506 –1510), Bissau.


16. MORBEY, T. (1989), A Actividade agrária dos Técnicos Portuguesa no Território de São Tomé - in Revista de Ciências Agrárias, volume XII, (2): 97 – 105.


17. MUDIMBE, V. I. (1988), The invention of Africs. Gnosis, Philosophy and the Order of Knowledge, University Press/James Currey, Bloomington, Londres ( Cit. Por Lopes, 1997 :19).

18. NEVES, Carlos Agostinho das(1989), São Tomé na segunda metade do século XVIII , Instituto de História de Além Mar, Funchal.

19. NOGUEIRA, A. F. (1893), A ilha de São Thomé, Lisboa, p. 97.

20. PONTÍFICE, Fernanda (1998), Língua Cultura e Desenvolvimento, in Relatório do Desenvolvimento Humano São Tomé e Príncipe, STP, PNUD, p.59.

21. RIBEIRO, Manuel Francisco(1871), relatório oficial acerca dos serviços de saúde na Província de São Thomé e Príncipe no anno de 1869, facultativo de 1º classe, Lisboa (cit por Marquês de Sá da Bandeira, 1873:94).


22. RODRIGUES, F.M. Carvalho (1974), S. Tomé e Príncipe Sob o Ponto de Vista Agrícola, Lisboa, JICU.

23. ROSEIRA, L. Lopes(1984) , Plantas Úteis da Flora de São Tomé e Príncipe, medicinais , industriais e ornamentais, p. 83

24. SÁ DA BANDEIRA, Marquês(1873), O Trabalho rural Africano e administração Colonial- Lisboa, p95.

25. SANTOS, Maria E. M. (1994), Mulatos, sua legitimação pela Chancelaria Régia no século XVI, in: STUDIA, n.º 53, pp 237-246 , Lisboa.

26. SANTOS SILVA, A. (1997) , A Lusofonia no Campo Mundial do Saber: Uma Defesa da Diversidade, in Parte Devida, intervenções públicas, 1992-1998, pp123-125, Porto, ed. Afrontamento.

27. SEIBERT, Gerhard (1997), Le Massacre de Février 1953 à São Tomé – Raison d'être du Nationalisme Santoméen, in revue Lusotopie pp 173-192.


28. SILVA, Mª Teresa Marques da Silva (1998) – Estudo Morfológico da cidade de São Tomé no Contexto Urbanistico das Cidades Insulares Atlânticas de Origem Portuguesa – Mestrado em desenho Urbano, vol. 2 – Instituto Superior de Ciencias do trabalho e da Empresa (ISCTE) Lisboa, p170.


29. TENREIRO, Francisco (1954), Aspectos da Colonização da Ilha de S. Tomé (Séc. XVI –XX), Sep: Congr. Luso-esp. progr. Ciên., pp157-164, Lisboa.

30. TENREIRO, Francisco (1961), A Ilha de São Tomé , Lisboa, Memórias da Junta de Investigação do Ultramar.

SEIBERT, Gerhard,1998, A Questão da origem dos Angolares de São Tomé, Lisboa, Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento –ISEG.
NOGUEIRA, A. F.,1893, A ilha de São Thomé, Lisboa.
PÉLISSIER, R. (sou la dir. de),1969, São Tomé ou le poids de siècles, Revue française d’études politiques africaines, N°. 25.

CALDEIRA, Arlindo (Tradução e notas),2000, Viagens de um Piloto Portugês do Século XVI À Costa de Àfrica e a São Tomé, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses
_____
O seu texto é excelente. fez-me lembrar dois classicos, de autores sao-tomensses. Pediram-me para escrever sobre STP, eu vim relê-lo. é so isso. :-)
Ah ja me ia esquecendo obrigada pela biblio, se precisar de mais alguma coisa em que eu possa ser util, disponha. eu tbem estou a aprender. certezas, apenas tenho uma, nada sei...

saudaçoes cordiais

Aguiar disse...

Desculpe a biblioteca nao era na eua da Junqueira mas sim na rua jau, salvo erro, de toda a maneira encontra-se tudo em Lisboa. no Instituto de investigaçao cientifica Tropical certamente informar-lhe-ao. desculpe, sim?

Aguiar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Costa Alegre disse...

...muitas dos textos encontram-se com alguma incoerência ao nível científico, até porque antes da chegada dos colonos invasores europeus já existiam nativos nas ilhas de São Tomé e Príncipe. Portanto, na época em que o império teria que ser visto com ons olhos, jamais poderiam provar algo que contrariasse o espírito "descobridor" dos brancos. Para finalizar, deixo-lhe um link sobre um sítio sobre STP: santomense.blogspot.com

Costa Alegre

J.W. disse...

Caro Sr. "Kimangola", não sei qual a melhor forma que lhe poderei tratar, mas o que não entendi foi um comentário em resposta a outro colocado por um estranho no seu blog.
Acontece que ainda não tive a oportunidade de colocar um artigo acerca da história de São Tomé e Príncipe, e aí concordo com o Sr. Costa Alegre em todos os aspectos, dado que a história está em volta a um embuste que visava engrandecer o domínio imperial português. Isso não irá mudar tão cedo, visto que os nativos têm assimilado e protegido o embuste, para além de serem ignorantes e intelectualmente preparados para falar sobre o assunto. Quanto à sua afirmação, discordo! A terra pertence e sempre pertencerá a um determinado povo, por isso que existe a soberania. Queira informar-se.
Um abraço.
Jykiti Wakongo

Anónimo disse...

UMA CRÍTICA MUITO DURA AOS MÉTODOS DO MPLA

Ao saber da conversa ocorrida em Acra (Ghana), Lúcio Lara reagiu: « Os cubanos falam de mais»

HUGO AZANCOT DE MENEZES

Longe de mim a pretensão de ter feito história ou de escrevê-la.
Contudo, vivi factos que envolvem, também , outros protagonistas.
Alguns, figuras ilustres. Outros, gente humilde, sem nome e sem história, relacionados, apesar de tudo, com períodos inolvidáveis das nossas vidas.
Alguns destes factos , ainda que de fraca relevância, podem ter interesse, como « entrelinhas da História», para ajudar a compreender situações controversas.
Conheci Ernesto Che Guevara em Acra , em 1964, e comprometi - me a não publicar alguns temas abordados na entrevista que tive o privilégio de lhe fazer como « repórter» do jornal Faúlha.

Já se passaram mais de 30 anos. O contexto actual é outro.
Pela primeira vez os revelo, na certeza de que já não é o quebrar de um compromisso, nem a profanação de uma imagem que no
A entrevista realizou-se na residência do embaixador de Cuba em Acra , Armando Entralgo González, que nos distinguiu com a sua presença.
Ali estava Che…
A sua tez muito pálida contrastava com o verde - escuro da farda.
As botas negras, impecavelmente limpas.
Encontrei-o em plena crise de asma, Socorria - se , amiúde, de uma bomba de borracha.
Che Guevara , deus dos ateus, dos espoliados e dos explorados do terceiro mundo, deus da guerrilha, tinha na mão uma bomba, não para destruir mas para se tratar… de falta de ar. Aspirava as bombadas, dando sempre mostras de um grande auto -domínio.
Fora-me solicitado que submetesse o questionário à sua prévia apreciação - e assim o fiz.
Uma das questões dizia respeito à cultura da cana - de - açúcar em Cuba.
Como encarava ele a aparente contradição de combater teoricamente a monocultura - apanágio dos sistemas de exploração colonial e tão típica dos sistemas de exploração colonial e tão típica do subdesenvolvimento - ao mesmo tempo que fomentava, ao extremo, a cultura da cana e a produção de açúcar - mono -produto de que Cuba se tornaria, afinal, cada vez mais dependente?
Outro tema que nos preocupava, a nós , africanos, era o papel dos cidadãos cubanos de origem africana na revolução cubana e a fraca representação deles nos órgãos de direcção dos país e do partido, os quais tinham proscrito qualquer discriminação racial.
Não constituiria o comandante Juan D´Almeida - único afro - cubano na direcção do partido - uma excepção?
Entretanto, a crise de asma agudizava-se , o que nem a mim me dava o à - vontade requerido nem, obviamente, ao meu interlocutor a disposição necessária para o diálogo.
Insistiu para que eu o iniciasse. Ao responder - lhe que não me sentia á vontade para fazê-lo, em virtude de seu estado, disse - me em tom provocante e com certa ironia :« Vejo que você é um jornalista muito tímido.»

No mesmo tom lhe respondi, que não me tinha pronunciado como jornalista, mas como médico .« Comandante, as suas condições não lhe permitem dar qualquer entrevista», disse-lhe eu.
Olhando-me , meio surpreso e sempre irónico, replicou: « Companheiro, eu não falo como doente, também falo como médico.
Em meu entender, estou em condições de dar a entrevista.»
Mas a crise de asma não melhorava, tornando impossível o diálogo. Foi necessário adiá-lo.
Reencontrámo-nos dias depois. Estava, então, quase eufórico. Referindo-se á atitude dos cidadãos cubanos de origem africana, à sua fraca participação na revolução, disse não gostar de se referir á origem ou à raça dos homens.
Apenas à espécie humana, a cidadãos, a companheiros.
Manifestei-lhe a minha total concordância. «A verdade », disse-lhe eu, «é que a revolução cubana tinha suscitado em todos nós , africanos, uma enorme expectativa, muita esperança, pois que, pela primeira vez, assistia-mos a um processo revolucionário de cariz marxista, num país subdesenvolvido e eis - colonial , tendo, lado a lado, cidadãos de origem europeia e africana, e onde a discriminação racial tinha sido, e ainda era, tão notório.»
Cuba seria pois, para nós, africanos, um teste. Seguíamos atentamente a sua evolução e queríamos ver como seria resolvido este problema.
Muitos, em África, mostravam-se cépticos. Mais do que interesse, da nossa parte existia ansiedade.
Segundo Che Guevara , a população de origem africana, a principio, não participava no processo. Via-o com uma certa indiferença, como mais uma luta…
«deles». Mas a desconfiança estava a desaparecer, era cada vez maior a adesão, á medida que iam constatando que este processo era totalmente diferente daqueles que o precederam. Que era um processo para todos.
Che Guevara acabava de chegar do Congo - Brazzaville.Visitara as bases do MPLA em Cabinda (de facto, na zona fronteiriça Congo/ Brazzaville /Cabinda) .
Pedi - lhe que me desse as impressões da sua visita. Che não era um diplomata, mas um guerrilheiro, e foi directamente à questão:
« O MPLA tem ao seu dispor condições de luta excepcionais.
Quem nos dera a nós que, durante a guerrilha, em Cuba, tivéssemos algo comparável. Mas estas condições não estão a ser devidamente aproveitadas, exploradas …
O MPLA não luta, não procura o inimigo , não ataca…
O inimigo deve ser procurado, deve ser fustigado, deve ser perseguido, mesmo no banho. Agostinho Neto está a utilizar a luta armada apenas como mero instrumento de pressão política.»
Dei parte da conversa a Agostinho Neto. Não reagiu. Tal como a Lúcio Lara, que me respondeu:
« Os cubanos falam demais.»
Mas Che falava verdade. Durante vários anos, na minha qualidade de responsável dos serviços de assistência médica da 2º região político - militar do MPLA (Cabinda ) , fui disso testemunha a cada passo.
Aí e assim , como contestação a esta e outras situações idênticas, surgiria dentro do movimento, antes de Abril de 1974, a Revolta Activa.

Hugo José Azancot de Menezes foi médico. Foi um dos fundadores do MPLA

Anónimo disse...

Caro Hugo




Saúde para si e para a família. Nós por cá tudo normal excepto a complicação dos disparates dos amigos da Firma UPA- PDA que se pretendem grandes vítimas do nacionalismo angolano quando é certo sofrerem do nacionalismo de ricos…
Deves estar ao corrente de que provavelmente na 2ª quinzena de Setembro se deve realizar o congresso popular para modificações disciplinares no nosso movimento. Como todos os membros do comité Director devem assistir a ele, era e é máxima conveniência que respondesse ao telegrama que o MPLA te enviou confirmando a minha aceitação da proposta do presidente Nkrumah e tua a fim de eu ficar a trabalhar em Accra.

Convém que me responda se recebeu o telegrama e quando conta que eu possa aparecer aí, para também aqui se fazer um plano de trabalho de sorte a minha ausência mesmo inopinada não prejudique a boa marcha das coisas.
Recomendações da minha família à sua.
Abraço e saudações nacionalistas.
Ao seu dispor
Leo , 30/08/ 1962

José Domingos

Anónimo disse...

CONACRY ,Le 31 Aut 1959

Au Bureau Politique du Parti Democratique Guinéen


La lute pour la liberation de notre peuple a été combattue par la repression la plus barbare et jalousement cachée et dissimulée par les portugais, aux dépens d´ une censure sévère et d ´une menteuse campagne d´auto - propagande.
Mais les massacres méthodiquement organisés n´ont pas été capables de nous d´etourner de notre objectif ou de diminuer la foi et la toujours croissante participation des africains dans la bataille anti- colonialiste.
Le mouvement ANTI- COLONIALISTE (MAC) est une organization de lutte et de revendication de tous les peuples africains sous domination portugaises- de L´Angola , du Mozambique , de la Guinée , de L´Archipel de Cap Vert , des Îles de S. Thomé et Principe.
L´objectif suprême du Mac c´est l´independence et la rehabilitation de 11millions d´Africains d´une Afrique de 2 millions de kilomètres carrées.
Le Mac veut démasquer, devant les Africain, et les autres peuples épris de justice, les assassinats en masse dont été victimes les peuples africains, le regime esclavagiste, le regime de travail forcé en vigueur dans les territoires africains dominés par le Portugal et tout l´abject Systemme colonial Portuguais.
Le Mac appuiera tous les mouvement africains que se dirigent vers l´independence.
Le Mac estime trouver l´appui de tous les mouvement africains qui s´engagent dans la lutte anti- colonialiste.
En saluant le Parti Democratique Guinéen, le Mouvement Anti Colonialiste s´adresse à son Bureau Politique , dans l´espoir de voir bien aceptées les proposition qui lui sont formulées:

1- Qu´ils soit accordé au Mac la creation d´un bureau dans la Republique de Guinée.

2- Que soit concedé asile, dans la Republique de Guinée, aux membres du Mac qui en auront besoin.
3- Qu´il leur soit concedé le passeport Ginéen.
4- Qu´il soit permis au Mac l´utilization de la radio de la Republique de la Guinée.
5- Qu´il soit accordé , au Mac, un prêt, remboursable après la liberation.
6- Que soient controlées les activités, dans la Republique de Guinée, de ceux qui proviennent des territoires dominés par le Portugal.
7- Que des mesures urgentes soient prises dans le but d´incomber au gouvernement Portugais le massacre de 30 Africains, en Bissao, et que soient immediatement liberés les 250 Africains arrêtés en Guinée dite Portuguaise.


Pour le Mouvement Anti Colonialiste

Hugo de Menezes

Anónimo disse...

CONACRY ,Le 31 Aut 1959

Au Bureau Politique du Parti Democratique Guinéen


La lute pour la liberation de notre peuple a été combattue par la repression la plus barbare et jalousement cachée et dissimulée par les portugais, aux dépens d´ une censure sévère et d ´une menteuse campagne d´auto - propagande.
Mais les massacres méthodiquement organisés n´ont pas été capables de nous d´etourner de notre objectif ou de diminuer la foi et la toujours croissante participation des africains dans la bataille anti- colonialiste.
Le mouvement ANTI- COLONIALISTE (MAC) est une organization de lutte et de revendication de tous les peuples africains sous domination portugaises- de L´Angola , du Mozambique , de la Guinée , de L´Archipel de Cap Vert , des Îles de S. Thomé et Principe.
L´objectif suprême du Mac c´est l´independence et la rehabilitation de 11millions d´Africains d´une Afrique de 2 millions de kilomètres carrées.
Le Mac veut démasquer, devant les Africain, et les autres peuples épris de justice, les assassinats en masse dont été victimes les peuples africains, le regime esclavagiste, le regime de travail forcé en vigueur dans les territoires africains dominés par le Portugal et tout l´abject Systemme colonial Portuguais.
Le Mac appuiera tous les mouvement africains que se dirigent vers l´independence.
Le Mac estime trouver l´appui de tous les mouvement africains qui s´engagent dans la lutte anti- colonialiste.
En saluant le Parti Democratique Guinéen, le Mouvement Anti Colonialiste s´adresse à son Bureau Politique , dans l´espoir de voir bien aceptées les proposition qui lui sont formulées:

1- Qu´ils soit accordé au Mac la creation d´un bureau dans la Republique de Guinée.

2- Que soit concedé asile, dans la Republique de Guinée, aux membres du Mac qui en auront besoin.
3- Qu´il leur soit concedé le passeport Ginéen.
4- Qu´il soit permis au Mac l´utilization de la radio de la Republique de la Guinée.
5- Qu´il soit accordé , au Mac, un prêt, remboursable après la liberation.
6- Que soient controlées les activités, dans la Republique de Guinée, de ceux qui proviennent des territoires dominés par le Portugal.
7- Que des mesures urgentes soient prises dans le but d´incomber au gouvernement Portugais le massacre de 30 Africains, en Bissao, et que soient immediatement liberés les 250 Africains arrêtés en Guinée dite Portuguaise.


Pour le Mouvement Anti Colonialiste

Hugo de Menezes

Anónimo disse...

GHANA BROADCASTING CORPORATION

Broadcasting house, P.O. ´BOX 1633
Accra, Ghana 19th November ,1962

MY Ref . Nº DOB.295/120

Sir,

I have the honour to offer you new terms of engagement on Programme Contract in the Portuguese section of RADIO GHANA with effect from today.

Duration of Engagement: - The engagement will be for a period of two years in the first instance but will be subject to renewal at the end of that time if you wish it and , if your work has been satisfactory.

The engagement can be terminated by two months notice being given by either side or alternatively - on Radio Ghana´S side - by the payment of two months salary in lieu of notice.

Salary: - Your salary will be £100 a month and will be subject to Ghanaian Income Tax and Compulsory Savings both of which will be deducted at source. The compulsory Savings is returnable.

Accommodation: - Hard furnished accommodation - bungalow or self - contained flat will be available at Accra. The rent will be £90 per year.

Leave : On completion of year` service you will be eligible for 36 days paid leave.

Free Medical Attention : While on this engagement in Ghana you will be eligible to receive free medical and dental treatment.

Duties : - Your duties will be to work as a producer and Announcer / Translator in the Portuguese Section of Radio Ghana assisting in edit: translating and announcing news bulletins, commentaries and programmes in Portuguese, in writing, preparing and producing material suitable for inclusion in these programmes; and for any assistance that may be requied of you for the general programme output in Portuguese or in English.
You will be expected to work full time for Radio Ghana during outside activities such as commercial work or writing for the Press can be undertaken only with the permission of the Director.

I have the honour to be,
Sir,
Your obedient Servant,

(W.F. Coleman)
Director of Broadcasting

Dr. Hugo de Menezes,
Portuguese Section,
Broadcasting House,
Accra.

Anónimo disse...

CONAKRY, le 31 aut 1959


Au Bureau politique du parti Democratique Guinéen



La lutte pour la Liberation de notre peuple a été combattue par la repression la plus barbare et jalousement cachée et dissimulée par les Portuguais, aux dépans d´une censure sévère et menteuse campagne d`auto- propagande.
Mais les masscres méthodiquement organisés n`ont pas été capables de nous détournér de notre objectif ou de diminuer la foi et la toujours croissante participation des Africains dans la bataille anti- colonialiste.
Le Mouvemet Anti- Colonialiste (Mac) est une organization de lutte et de revendication de tous les peuples africains sous domination Portuguaise - de l´Angola, du Mozambique, dela Guinée, de ´L´Archipel de Cap Vert, des Îles de S. Thomé et Principe.

L`objectif suprême du Mac c´est l´independance et la rehabilitation de 11 millions d´Africains d´une Afrique de 2 millions de kilomètres carrées.
Le Mac veut démasquer, devant les Africains , et les autres peuples épris de justice, les assassinats en masse dont ont été victimes les peuples Africains, le regime esclavagiste, le regime de travail forcé en vigueur dans les territoires Africains dominés par le Portugal et tout l´abject systéme colonial Portuguais.

Le Mac appuiera tous les mouvement africains que se dirigent vers l´independance.
Le Mac estime trouver l`appui de tous les mouvement africains qui s`engagent dans la lutte anti - colonialiste.

En saluant le parti Democratique Ginéen, le mouvement Anti colonialiste s´adresse á son Bureau politique, dans l´espoir de voir bien acptées les propositions qui lui sont formulées:


1- Qu`il soit accordé au MAC la creation d`un bureau dans la Republique de Guinée.

2- Que soit concedé asile, dans la Republique de Guinée, aux membres du MAC qui en auront besoin.

3- Qu´il leur soit concedé le passeport Guinéen.

4- Qu´il soit permis au MAC l´utilization de la Radio de la Republique de la Guinée.

5 - Qu´il soit accordé , au Mac, un prêt, remboursable après la libération.
6- Que soient controlées les activités, dans la Republique de Guinée de ceux qui proviennent des territoires dominés par Portugal.

7- Que des mesures urgentes soient prises dans le but d`incomber au gouvernement Portuguais le massacre de 30 Africains , en Bissao , et que soient imediatement liberés les 250 Africains arrêtés en Guinée dite Portuguaise.

Pour le Mouvement Anti Colonialiste


Hugo de Menezes

Anónimo disse...

CONAKRY, le 31 aut 1959


Au Bureau politique du parti Democratique Guinéen



La lutte pour la Liberation de notre peuple a été combattue par la repression la plus barbare et jalousement cachée et dissimulée par les Portuguais, aux dépans d´une censure sévère et menteuse campagne d`auto- propagande.
Mais les masscres méthodiquement organisés n`ont pas été capables de nous détournér de notre objectif ou de diminuer la foi et la toujours croissante participation des Africains dans la bataille anti- colonialiste.
Le Mouvemet Anti- Colonialiste (Mac) est une organization de lutte et de revendication de tous les peuples africains sous domination Portuguaise - de l´Angola, du Mozambique, dela Guinée, de ´L´Archipel de Cap Vert, des Îles de S. Thomé et Principe.

L`objectif suprême du Mac c´est l´independance et la rehabilitation de 11 millions d´Africains d´une Afrique de 2 millions de kilomètres carrées.
Le Mac veut démasquer, devant les Africains , et les autres peuples épris de justice, les assassinats en masse dont ont été victimes les peuples Africains, le regime esclavagiste, le regime de travail forcé en vigueur dans les territoires Africains dominés par le Portugal et tout l´abject systéme colonial Portuguais.

Le Mac appuiera tous les mouvement africains que se dirigent vers l´independance.
Le Mac estime trouver l`appui de tous les mouvement africains qui s`engagent dans la lutte anti - colonialiste.

En saluant le parti Democratique Ginéen, le mouvement Anti colonialiste s´adresse á son Bureau politique, dans l´espoir de voir bien acptées les propositions qui lui sont formulées:


1- Qu`il soit accordé au MAC la creation d`un bureau dans la Republique de Guinée.

2- Que soit concedé asile, dans la Republique de Guinée, aux membres du MAC qui en auront besoin.

3- Qu´il leur soit concedé le passeport Guinéen.

4- Qu´il soit permis au MAC l´utilization de la Radio de la Republique de la Guinée.

5 - Qu´il soit accordé , au Mac, un prêt, remboursable après la libération.
6- Que soient controlées les activités, dans la Republique de Guinée de ceux qui proviennent des territoires dominés par Portugal.

7- Que des mesures urgentes soient prises dans le but d`incomber au gouvernement Portuguais le massacre de 30 Africains , en Bissao , et que soient imediatement liberés les 250 Africains arrêtés en Guinée dite Portuguaise.

Pour le Mouvement Anti Colonialiste


Hugo de Menezes

Anónimo disse...

Alger,1. Agosto. 1965

Caro camarada,


Cordiais saudações.


Os camaradas do centro acabam de pôr ao corrente do teu bilhete, a propósito da minha ida para Accra. Por isso me apresso a responder.
A ideia da minha ida continua de pé. Pelo meu lado,ela depende só mente da obtenção de documentação necessária para viajar. Com efeito, até à data não a conseguiu obter e, com a recente alteração aqui registada, tudo teve de voltar ao ponto zero, dado terem advindo alterações nos organismos encarregados das relações com os movimentos. Porem , essas relações encaminham-se para a normalização e é de esperar que, dentro de 15 dias, se possa tornar a pôr a questão. Daí o não poder indicar-te nome para o bilhete.
Dada esta regularização, pelo lado, e a necessária aquiscência das autoridades daí, creio que o melhor será continuarmos a tratar, cada um, da resolução destes dois problemas fundamentais ,com a vigência necessária e , logo que eles estiverem resolvidos.
Comunicamos mútua e imediatamente a sua solução.
Assim ,logo que esteja em condições de poder viajar comunicar-te-ei imediatamente.
Li atenciosamente o exemplar do “Faúlha” que enviaste ao centro e, francamente , fiquei animado com a linha política que ele defende e com o nível, a um tempo acessível e aprofundado ,das questões expostas.
As possibilidades que um tal jornal oferece à Revolução nas colónias portuguesas são imensas e ele vem , assim, cobrir a falta que fazia notar, de um orgão ideológico.
Se fosse possível ( Sei que o teu tempo é extraordinariamente sobrecarregado) gostaria que me pusesses a par das tuas ideias sobre a linha política do jornal, as necessidades imediatas a que ele tem de responder e , a longo termo, as grandes linhas sobre as quais ele se deve desenvolver, com o decorrer do tempo.
Isto permitir-me-ia enquadrar-me , desde já, na própria ideologia do jornal e, assim, no meio de Argel, procurar contactar pessoas ( Se achares válido) que possam colaborar, assim como material de informação e estudo que poderão ser úteis.

Antes de terminar, gostaria de expressar as minhas sinceras felicitações pelo número que saiu, felicitações redobradas, se se levar em linha de conta todas as dificuldades que se te deparam e que tiveste de ultrapassar para a sua aparição.

Um grande abraço do
Camarada,

Hélder Neto


Carta pertencente ao espolio do Dr Hugo José Azancot de Menezes ( um dos fundadores do M.P.L.A.)

Anónimo disse...

Ref.69/B/62 Léopoldville,21 de 1962

Caro Hugo
Saúde

Para que possas continuar a acompanhar os assuntos da nossa luta em especial ao desejado Front junto envio pelo Kassinda um dossier de todas as demarches efectuadas para prosseguimento do do acordo de principio aasinado entre Accra p elos três partidos que bem conheces. O dossier se destina ao presidente Krumah e por isso peço - te de o fazeres chegar ao destinatário . É nosso empenho para que essa entidade seja o juiz do processo e por essa razão pretendemos pôr -lhe ao corrente de todas as demarches efectuadas nesse sentido . Quanto ao governo do Congo tomamos agora uma posição séria. Apresentamos ontem um protesto ao Ministro de informação pelas noticias tendenciosas na Radio- difusão do chamado “Governo da República de Angola no Exílio” e seus “ministros “. Igualmente enviamos cópias do protesto ao Presidente da república, Primeiro Ministro do interior. Ultimamente a situação do refugiado em Léopoldville agrava-se pois que cobram actualmente para o “sejour “ 50 frs mensais. Já apresentamos também uma reclamação por tal facto porque achamos impróprio para com os refugiados que nada possuem. A situação no interior continua a mesma . Os nossos adversários continuam com as duas mentiras, simplesmente os 22 militares preparados não querem entrar no interior de Angola sem formação do verdadeiro Front .
O soba da Sanzala muitas manobras utiliza para mante-los dentro mas parece nada resultar. Temos recebido muitas noticias do interior. O povo está exausto e impaciente com a desunião constante dos partidos. Esperamos que procures usar da tua influência junto do soba de lá para que a decisão penda para nós mesmo sem o Front. Esperamos que nos informes se há possibilidades de podermos mandar publicar ai o relatório do Padua . Agradecemos a informação ainda na volta do correio visto tratar-se de um assunto de importância e muito urgente. Eu não sei o se o Mário te falou desse assunto, mas posso assegurar-te que foi aprovado numa reunião do C.D ( comité director) a publicação do relatório. A
Publicação pretende-se que seja em brochura, se demora para não perder a actualidade , visto os relatos apanhados no depoimento da Onu terem sido já publicados por 250 jornais conforme noticia em nosso poder. Temos de andar meu caro. Desejo-te bom trabalho e muito êxito. Aceite cumprimentos de todos.
Do amigo e compatriota

Graça

Anónimo disse...

MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO DE
DE ANGOLA
M.P.L.A.
51,Avenue Tombeur de Tabora
LEOPOLDVILLE




COMITÉ
DIRECTOR


NACIONALISTAS ANGOLANOS



Transcreve-se a nota Nº .A/M/F enviada ,em 10.11.1961, ao comité Executivo da União das populações de ANGOLA:

“ Como V.Exas. Sabem, em nove de setembro de 1961, uma esquadra da nossa organização militar, que se dirigia a Nambuangongo em missão de socorro às populações cercadas pelas tropas portuguesas , foi , pela traição, cercada e feita prisioneira por grupos armados da União das Populações de Angola que actuam no corredor de entrada e saída dos patriotas angolanos.

Desde aquela data até hoje, mantendo - se embora vigilante e tendo conhecimento , não sem revolta, dos maus tratos que foram infligidos por militantes da UPA aos nossos compatriotas, o comité Director do M.P.L.A. Esperou ver qual seria o comportamento dos órgãos dirigentes da UPA
Diante desse crime de lesa - pátria e que enodoa o digno movimento patriótico do povo angolano.

O Comité Director do M.P.L.A. Faz o mais enérgico protesto contra esse acto anti - patriótico, que visa a enfraquecer a resistência armada do povo angolano e que introduz, por iniciativa da UPA, a luta fratricida nos campos de batalha de Angola.
Sob pena desse “ affaire “ ser levado imediatamente ao conhecimento da opinião pública e dos organismos internacionais , o comité Director do MPLA

“ - exige a imediata libertação de todos os nossos compatriotas;
“ - exige a entrega de todos as armas, munições e demais bagagens

“ - que foram retirados aos guerrilheiros daquela nossa esquadra ; e

“ - responsabiliza, desde já , a união das populações de Angola pela


“ - vida desses nossos valorosos compatriotas.

“ Na expectativa, subscrevemo-nos


Atenciosamente

(ass) Mario Pinto de Andrade
Viriato da cruz
Matias Miguéis
Eduardo dos Santos
Hugo de Menezes

Anónimo disse...

PARTIDO AFRICANO DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ E CABO VERDE
Sede: Bissau
Conacry , 20 de Fevereiro de 965



Mr. Hugo MENEZES

P.O.BOX 1633

ACCRA (Ghana)


Caro amigo,

Em resposta à sua carta de 23 de Novembro último, temos a dizer-lhe o seguinte:

1º/ - A iniciativa da publicação, no Ghana, de um jornal em língua portuguesa, parece - nos digna do maior interesse, não podendo nos deixar de dar todo o apoio aos amigos que se dedicam à concretização dessa ideia;

2º/ - Nesse intuito, pensamos pôr, em breve, à vossa disposição, algum material escrito e fotográfico, expor -vos as nossas sugestões e enviar - vos a colaboração escrita que nos pedem;

3º/ - Dada que a sua carta nos chegou num período em que o nosso secretário geral se encontrava no interior do pais , de onde regressou apenas há alguns dias, não nos foi ainda possível enviar-lhe o artigo pedido para o primeiro número do jornal. Contamos, entretanto, poder fazê-lo brevemente.

Apresente as nossas melhores felicitações a todos quanto trabalhem para que o jornal seja em breve uma realidade.

Com os melhores votos, queiram receber as nossas

SAUDAÇÕES COMBATIVAS


VASCO CABRAL



SECRETARIAT GENERAL: B,P. 298 CONAKRY- REPUBLIQUE DE GUINÉE

Anónimo disse...

Mário de Andrade
14 Rue de Monastir Rabat, le 2 janvier 65
Rabat




Meu caro Hugo,

Embora tardiamente ,Sarah e eu próprio formulamos os melhores votos para 1965, à família Menezes … “ sita em Accra”.

Enviamos um telegrama (assinado pelo secretariado da CONCP) a saber exactamente quando pensavas fazer sair o primeiro número do jornal.
Evidentemente, preparei algumas notas sobre a nova literatura e a revolução nas colónias portuguesas. Alem disso, penso que seria extremamente importante que o jornal fizesse eco regular das publicações da CONCP. Informo - te, a este respeito, que , em principio, terá lugar (passe o galicismo em Rabat, no fim desta semana a primeira reunião do comité preparatório da 2ª conferência das organizações - membros. Claro que mandarei o comunicado final.
Como vão as démarches para o lançamento do jornal Faulha? Queres informar o DAMZ que “ Etincelle” chega-nos aqui via… marítima?

Gostaria de obter a referência do livro sobre as relações económicas com Portugal, de que me falaste. Poderei continuar a expedir outros livros de que necessites para os teus estudos.
Diz algo, brevemente. Abraços do


Mário (Mario Pinto de Andrade)

Anónimo disse...

MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE,23 DE DEZEMBRO DE1965
DE ANGOLA
M.P.L.A.
TÉL. 49-15
B.P. 2353
HUGO DE MENEZES
P.O.BOX1633
BRAZZAVILLE ACCRA-GHANA

RÉPUBLIQUE DU CONGO
--------------------
DEPARTAMENTO DE : PRESIDÊNCIA






Caro camarada ,

Informamos que é necessário enviar novamente fotografias e todos os elementos
de identificação para o título de viagem.
Aproveitamos a oportunidade para
Desejar bom Ano Novo.

Saudações revolucionárias.

Vitoria ou morte

Pelo Comité Director

Agostinho Neto
- Presidente -






A Força Do M.P.L.A. ,RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A..- 3 a 10 de janeiro de 1964)


LA FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIENS QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L`INTERIEUR DU PAYS
( conférence des cadres du M.P.L.A.- 3 au 10 janvier 1964)

Anónimo disse...

MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE,23 DE DEZEMBRO DE1965
DE ANGOLA
M.P.L.A.
TÉL. 49-15
B.P. 2353
HUGO DE MENEZES
P.O.BOX1633
BRAZZAVILLE ACCRA-GHANA

RÉPUBLIQUE DU CONGO
--------------------
DEPARTAMENTO DE : PRESIDÊNCIA






Caro camarada ,

Informamos que é necessário enviar novamente fotografias e todos os elementos
de identificação para o título de viagem.
Aproveitamos a oportunidade para
Desejar bom Ano Novo.

Saudações revolucionárias.

Vitoria ou morte

Pelo Comité Director

Agostinho Neto
- Presidente -






A Força Do M.P.L.A. ,RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A..- 3 a 10 de janeiro de 1964)


LA FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIENS QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L`INTERIEUR DU PAYS
( conférence des cadres du M.P.L.A.- 3 au 10 janvier 1964)

Anónimo disse...

DOLISIE, 3 DE MAIO DE 1971



PREZADO CAMARADA MONSTRO,


Apenas algumas linhas para vos enviar as nossas melhores e fraternais saudações.
Muito grato ficamos pela sua carta - e não são estas curtas linhas que traço agora
que vão constituir uma resposta à mesma. Oportunamente , escrever -lhe-ei uma carta maior.
Creia que é meu desejo sincero que nos correspondamos. O filme feito aqui , quando da sua passagem por Dolisie , ainda não chegou. Estou muito admirado com este tempo de demora, pois que de costume recebemos os filmes depois de 2 a 3 semanas depois de tirados.
A camarada Salete envia - vos miutos cumprimentos; espero que a receita saia boa.
Por hoje é tudo. Aceite, prezado camarada,as minhas melhores saudações. Cumprimentos à camarada Luiza.


Hugo

(Hugo José Azancot de Menezes)

Anónimo disse...

MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE, 3 DE DEZEMBRODE1964
DE ANGOLA Mr. Dr. Hugo de Menezes
M.P.L.A. P. O..BOX 1633
ACCRA- GHANA
B.P. 2353
BRAZZAVILLE

RÉPUBLIQUE DU CONGO
-------------------

Departamento de : RELAÇÕES EXTERIORES
Ref. 1397/44/64


Caro compatriota,

Junto remetemos os documentos relativos a comissão dos três e do comité dos 9, encarregada de reexaminar o problema do nacionalismo Angolano na última conferência de chefe de Estados Africanos da O.U.A.
O RAPPORT da Comissão dos três , sendo confidencial não deverá ser divulgado. Enviamo-lo á título informativo pessoal,,permitindo - o a ter uma ideia exacta.


Saudações Revolucionárias

Pelo Comité Director

Agostinho Neto

Presidente




A FORÇA DO M.P.L.A, RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A,- 3 a 10 de janeiro de 1964).

FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIEN QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L ´INTERIEUR DU PAYS ( Conférence des cadres du M.P.L.A, - 3 au 10 janvier 1964)

Anónimo disse...

ESCRITO POR:
(AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES)

UMA DAS PREOCUPAÇÕES DO DR HUGO JOSE AZANCOT DE MENEZES E DOS SEUS IRMÃOS FOI A QUESTÃO DA TRANSLADAÇÃO DAS OSSADAS DO PAI, DR AYRES SACRAMENTO DE MENEZES SEPULTADO ALGURES NO CEMITÉRIO DO DONDO EM ANGOLA.
ESTA QUESTÃO ANTERIORMENTE JA TINHA SIDO CONVERSADA COM ALGUNS RESPONSAVEIS QUE NA ALTURA JA ESTARIAM A DAR ALGUNS PASSOS.
TUDO INDICARIA QUE OS RESTOS DAS OSSADAS SERIAM TRANSLADADAS PARA SÃO TOMÉ.
MAS INFELIZMENTE COM OS SUCESSIVOS DESAPARECIMENTOS DOS IRMÃOS INTERESSADOS , ALGUNS COMPROMISSOS FAMILIARES ANTERIORMENTE ASSUMIDOS COM GRANDE PREOCUPAÇÃO DEIXARAM DE SER RELEVANTES.
ESTE ASSUNTO FOI TAMBÉM SECUNDARIZADO PELAS PERSONALIDADES PÚBLICAS QUE ESTAVAM A FAZER AS DÉMARCHES.
COM O ACRESCER DAS NOVAS PREOCUPACOES DA ERA DO MUNDO GLOBALIZADO ALGUNS OBJECTIVOS FORAM ADIADOS.
ESPERA - SE QUE O BOM SENSO PREVALEÇA E SE DEVOLVA E CONCRETIZE TODOS DESEJOS FORMULADOS PELA FAMILIA INDEPENDENTEMENTE DA INTERVENCAO INTERESSADA OU NAO DOS ORGANISMOS DE DIREITO.
OS SIMBOLOS DO PASSADO PERTENCENTE A ESTE MOZAICO SÃO DA RESPONSABILIDADE TAMBÉM PÚBLICA PELOS INTERESSES QUE MOMENTANEAMENTE EXIBEM.

Anónimo disse...

Escrito por:
(Ayres Guerra Azancot de Menezes)

A formalização do MLSTP COMO MOVIMENTO QUE INICIALMENTE SE INTITULAVA CLSTP FOI MUITA MAL EXPLICADA E HISTORICAMENTE FALSEADA.
Toda esta estratègia foi programada a partir do Ghana Pelo Dr Hugo de Menezes, Dr Tomas Medeiros Dr Guadalupe de Ceita e Onet pires e existia um plano que foi desvirtuado e executado por um outro grupo que apossou-se da sua paternidade.
Pois o Dr Tomas Medeiros e outros intelectuais têm outras versões mais coerentes e testemunhos escritos que em breve sairão para desvendar as mentiras da historia.

Anónimo disse...

O MPLA COMO MARCA


O MPLA como Marca representa um poder permanente em função de mais do que a sua história e multiplicidade de histórias e perpetuações das suas tradições.
Um dos factores qualitativos de recriação da sua força consiste na lealdade da corrente regeneradora dos seus aliados.
Os seus atributos, qualidade e expectativas criadas e uma amálgama de resultados e sua funcionalidade reforçam uma narrativa que impulsiona a sua existência.
Não há dúvida de que as crenças sagradas, criações, metas e seu prestígio, sua visão e missão, capacidade de inovação reforçam o seu posicionamento.
A sua suposta notoriedade e fidelização em constante construção criando boas ligações emocionais melhorarão consideravelmente essa marca.
Sendo assim será que a marca MPLA é um sistema propulsor e fonte de criação de valor?
Será que a notoriedade do MPLA continua a ser evocada de forma espontânea?
Para que a marca MPLA se perpetue será necessário que as atitudes das pessoas correspondam a avaliações globais favoráveis.
Não há dúvida que a força da marca MPLA quase se confundirá a um culto descentralizado e de interacções e laços fortes e experiências partilhadas que criam várias identidades verbais e simbólicas.
Para falar da antiguidade da Marca MPLA teremos que falar forçosamente do seu núcleo fundador de Conacry dos anos 60.
A marca MPLA se perpetua pelo seu prestígio devido as associações intangíveis, pelo seu simbolismo popularizado incontornável e grandes compromissos com o passado.
O MPLA como marca, alem de possuir narrativas de sobrevivência, inclui testemunhos que dão a história, significados mais profundos e grande carácter de emocionalidade.
A história do nacionalismo e luta de libertação pelos actores de renome a partir da fundação do MPLA em Conacry pelos seis fundadores bem personalizados, como Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Hugo José Azancot de Menezes, Lúcio Lara, Eduardo Macedo dos Santos e Matias Migueis perpetuarão essa marca de forma reflectida.
Poderemos então afirmar que os fundadores de Conacry foram os agentes prioritários e fundamentais da verdadeira autenticidade da marca MPLA.
A dinâmica da história e a construção de identidades pressupõem estados liminares, pelo afastamento constante de identidades anteriores.
Desenvolver a cultura da marca MPLA exigirá um constante planeamento e estratégias que permitirão reunir e sentir esta marca global.
Para terminar apelaria que nas verdadeiras reflexões que a lenda da marca não obscurecesse a lenda dos fundadores verdadeiros artífices.
Escrito Por:
AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES
NETO DO DR AYRES SACRAMENTO DE MENEZES

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Ciao from Italy
:)

Anónimo disse...

Thanks :)
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